Fonte: Jornal cruzeiro do Sul
Em uma lista de 100 municípios brasileiros, Sorocaba ocupa em 2017 a 53ª
posição no ranking das melhores cidades para fazer negócios. Esse
desempenho representa perda de sete posições em comparação com o
levantamento de 2016, quando a cidade figurou em 46º lugar.
O
balanço é resultado de estudo feito pela Urban Systems, empresa de
inteligência de mercado e soluções estratégicas com sede em São Paulo. O
objetivo do trabalho é oferecer informações que apoiem decisões e o
planejamento de projetos nos municípios.
O Ranking das
Melhores Cidades para Fazer Negócios, em sua 4ª edição, abrange 309
cidades que têm mais de 100 mil habitantes e seleciona as 100 melhores.
Além do ranking principal, o mapeamento conta com recortes que
apresentam visões dos melhores municípios em Desenvolvimento Econômico,
Desenvolvimento Social, Capital Humano e Infraestrutura.
Nesse recorte, em 2016 Sorocaba não se classificou dentre as 100
melhores em Desenvolvimento Econômico. Porém, na edição de 2017, a
cidade galgou a 62ª posição, bem como melhorou sua pontuação em relação
ao Desenvolvimento Social (de 75 em 2016 para 65 em 2017) e Capital
Humano (de 63 para 38, respectivamente). E perdeu posições em
Infraestrutura (de 67 em 2016 para 83 em 2017).
O estudo,
além de levar em conta vários indicadores que compõem o perfil social e
econômico das cidades, demonstra as bases de captação de dados e as
fontes geradoras.
Exemplo: a cidade conta com 2,1 leitos por
grupo de mil habitantes, segundo dados de 2016 com base em informes do
Datasus/IBGE. E a renda média dos trabalhadores formais é de R$
2.518,09, tomando por base o ano de 2015 e tendo como fonte a Relação
Anual de Informações Socias (Rais), do Ministério do Trabalho.
Votorantim
Na categoria Desenvolvimento Econômico, Votorantim aparece em 21ª
posição em 2017, o que representou um salto de 49 pontos em comparação
com o 70º lugar em 2016. Esse desempenho em 2017 é melhor do que a 62ª
posição de Sorocaba nesse corte do estudo.
No item
principal, das melhores cidades para fazer negócios, Votorantim também
evoluiu: a cidade não constava na relação da lista das 100 cidades em
2016 e, em 2017, aparece na 95ª posição.
Nos cortes do
estudo, o destaque também vale para Infraestrutura: ausente da lista das
100 cidades ranqueadas em 2016, em 2017 Votorantim figura na 24ª
posição. Em Capital Humano a cidade não consta das 100 cidades listadas.
Em Desenvolvimento Social, perdeu posições: de 9 em 2016 para 57 em
2017.
Saiba quais são as primeiras colocadas
De
acordo com o estudo da Urban Systems, a capital de São Paulo é a cidade
que ocupa o primeiro lugar na lista das melhores cidades do País para
fazer negócios. Vitória (ES) ocupa a segunda posição, seguida de Porto
Alegre (RS) em terceiro lugar. Até a décima colocada, as outras cidades
são São Caetano do Sul, Barueri, Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Rio
de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Santos.
Da 11ª à 20ª
posição estão Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Osasco, Campinas, Maringá (PR),
Brasília (DF), Recife (PE), Jundiaí, Palmas (TO) e São José do Rio
Preto.
Posição menor pode significar avanços de outros municípios
Dependendo
da metodologia usada em estudos como o da Urban Systems, a queda de
posições pode não significar diminuição de qualidade de vida. Perder
graus de classificação não corresponde à diminuição da estrutura de uma
cidade apurada num período anterior. A variação também pode ser
explicada pelo fato de outras cidades terem pontuado mais por diferentes
razões.
Quem faz essa leitura, com a ressalva de que
precisaria conhecer a metodologia em profundidade para ser mais técnico,
é o economista Sidney Oliveira, delegado do Conselho Regional de
Economia (Corecon). Como exemplo, referindo-se a Vitória (ES), segunda
colocada no ranking das melhores cidades para fazer negócio, ele
menciona que bastaria a capital capixaba ter recebido investimento no
seu porto para conseguir pontuar mais. Outra situação possível é de que
uma cidade pode crescer 10%, e outra, 20%, gerando ganho de posições
para a que cresceu mais.
Oliveira também observou que as
pessoas confundem crescimento econômico com desenvolvimento econômico.
Enquanto o crescimento leva em conta aspectos como introdução de novas
empresas, emprego e renda, itens que formam o Produto Interno Bruto
(PIB), o desenvolvimento leva em conta os indicadores qualitativos. E um
deles é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que recebe influência
dos dados de educação, saúde e renda da população.
O
economista acrescenta que em 2016, num estudo da Endeavor, Sorocaba foi
uma das melhores cidades para empreender: "Sorocaba é uma cidade já
consolidada, com parque industrial bastante diversificado". Na sua
avaliação, a cidade, como todo o Brasil, não vive uma situação
confortável por conta da crise geral. Mas vê "alguns sinais de melhora
na atividade econômica", o que cria "bastante expectativa" para 2018:
"Economia é movida a expectativa."
Ele também recorda que
desde a década de 1970 Sorocaba criou um parque industrial
metal-mecânico, com destaques para empresas de alta tecnologia. "E temos
o setor automobilístico. A Toyota movimentou bastante toda essa região.
Além de uma rede de prestação de serviços bastante significativa e um
comércio pujante. Temos na cidade empresas de todas as redes
varejistas."
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