sábado, 4 de novembro de 2017

Sorocaba aparece como 53ª cidade para fazer negócios

Fonte: Jornal cruzeiro do Sul
Em uma lista de 100 municípios brasileiros, Sorocaba ocupa em 2017 a 53ª posição no ranking das melhores cidades para fazer negócios. Esse desempenho representa perda de sete posições em comparação com o levantamento de 2016, quando a cidade figurou em 46º lugar.

O balanço é resultado de estudo feito pela Urban Systems, empresa de inteligência de mercado e soluções estratégicas com sede em São Paulo. O objetivo do trabalho é oferecer informações que apoiem decisões e o planejamento de projetos nos municípios.

O Ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios, em sua 4ª edição, abrange 309 cidades que têm mais de 100 mil habitantes e seleciona as 100 melhores. Além do ranking principal, o mapeamento conta com recortes que apresentam visões dos melhores municípios em Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Capital Humano e Infraestrutura.

Nesse recorte, em 2016 Sorocaba não se classificou dentre as 100 melhores em Desenvolvimento Econômico. Porém, na edição de 2017, a cidade galgou a 62ª posição, bem como melhorou sua pontuação em relação ao Desenvolvimento Social (de 75 em 2016 para 65 em 2017) e Capital Humano (de 63 para 38, respectivamente). E perdeu posições em Infraestrutura (de 67 em 2016 para 83 em 2017).

O estudo, além de levar em conta vários indicadores que compõem o perfil social e econômico das cidades, demonstra as bases de captação de dados e as fontes geradoras.

Exemplo: a cidade conta com 2,1 leitos por grupo de mil habitantes, segundo dados de 2016 com base em informes do Datasus/IBGE. E a renda média dos trabalhadores formais é de R$ 2.518,09, tomando por base o ano de 2015 e tendo como fonte a Relação Anual de Informações Socias (Rais), do Ministério do Trabalho.

Votorantim
Na categoria Desenvolvimento Econômico, Votorantim aparece em 21ª posição em 2017, o que representou um salto de 49 pontos em comparação com o 70º lugar em 2016. Esse desempenho em 2017 é melhor do que a 62ª posição de Sorocaba nesse corte do estudo.

No item principal, das melhores cidades para fazer negócios, Votorantim também evoluiu: a cidade não constava na relação da lista das 100 cidades em 2016 e, em 2017, aparece na 95ª posição.

Nos cortes do estudo, o destaque também vale para Infraestrutura: ausente da lista das 100 cidades ranqueadas em 2016, em 2017 Votorantim figura na 24ª posição. Em Capital Humano a cidade não consta das 100 cidades listadas. Em Desenvolvimento Social, perdeu posições: de 9 em 2016 para 57 em 2017.


Saiba quais são as primeiras colocadas


 De acordo com o estudo da Urban Systems, a capital de São Paulo é a cidade que ocupa o primeiro lugar na lista das melhores cidades do País para fazer negócios. Vitória (ES) ocupa a segunda posição, seguida de Porto Alegre (RS) em terceiro lugar. Até a décima colocada, as outras cidades são São Caetano do Sul, Barueri, Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Santos.

Da 11ª à 20ª posição estão Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Osasco, Campinas, Maringá (PR), Brasília (DF), Recife (PE), Jundiaí, Palmas (TO) e São José do Rio Preto.


Posição menor pode significar avanços de outros municípios

Dependendo da metodologia usada em estudos como o da Urban Systems, a queda de posições pode não significar diminuição de qualidade de vida. Perder graus de classificação não corresponde à diminuição da estrutura de uma cidade apurada num período anterior. A variação também pode ser explicada pelo fato de outras cidades terem pontuado mais por diferentes razões.

Quem faz essa leitura, com a ressalva de que precisaria conhecer a metodologia em profundidade para ser mais técnico, é o economista Sidney Oliveira, delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon). Como exemplo, referindo-se a Vitória (ES), segunda colocada no ranking das melhores cidades para fazer negócio, ele menciona que bastaria a capital capixaba ter recebido investimento no seu porto para conseguir pontuar mais. Outra situação possível é de que uma cidade pode crescer 10%, e outra, 20%, gerando ganho de posições para a que cresceu mais.

Oliveira também observou que as pessoas confundem crescimento econômico com desenvolvimento econômico. Enquanto o crescimento leva em conta aspectos como introdução de novas empresas, emprego e renda, itens que formam o Produto Interno Bruto (PIB), o desenvolvimento leva em conta os indicadores qualitativos. E um deles é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que recebe influência dos dados de educação, saúde e renda da população.

O economista acrescenta que em 2016, num estudo da Endeavor, Sorocaba foi uma das melhores cidades para empreender: "Sorocaba é uma cidade já consolidada, com parque industrial bastante diversificado". Na sua avaliação, a cidade, como todo o Brasil, não vive uma situação confortável por conta da crise geral. Mas vê "alguns sinais de melhora na atividade econômica", o que cria "bastante expectativa" para 2018: "Economia é movida a expectativa."

Ele também recorda que desde a década de 1970 Sorocaba criou um parque industrial metal-mecânico, com destaques para empresas de alta tecnologia. "E temos o setor automobilístico. A Toyota movimentou bastante toda essa região. Além de uma rede de prestação de serviços bastante significativa e um comércio pujante. Temos na cidade empresas de todas as redes varejistas."

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