Revista Pazes
Maldita parafernália eletrônica que nos mantêm cativos voluntários de
seus atrativos. E alguém quer ficar livre livre disso? Meia dúzia,
talvez, consiga viver no acrisolamento “sociovirtual”. Mas a maioria
dirá que não abre mão das facilidades que elas nos trazem. Ocorre que
você envia uma mensagem para alguém e o aplicativo mostra: mensagem
enviada, mensagem entregue, mensagem lida… Mas a pessoa, do outro lado
da tela, não lhe responde.
Tudo bem, o mundo está uma loucura. A
gente fica antenado dezoito horas por dia e são tantas atualizações:
email, WhatsApp, Facebook, Google +, Twitter, Instagram, Mesenger… Ufa..
E tem alguém ali, em todas elas, dizendo “oi”.
Um “oizinho” não é
importante, deixa pra lá, depois falo com essa pessoa. Depois do “oi”,
você envia outra mensagem que é visualizada e ignorada. Tudo bem, lá
vamos nós, o mundo anda uma correria… e blá, blá… Mas então você percebe
que a pessoa entrou várias vezes – maldito aplicativo que tudo informa –
e ela sequer envia um emoticon pra dizer, “perai”. Não pode escrever?
Manda um áudio. Visualizar e não responder – em momento algum – é
deselegante e demonstra desrespeito por quem envio. E o respeito é a
coisa mais importante em todos as relações.
“Nunca o nosso mundo
teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa
solidão”, disse Mia Couto em um de seus discursos. E Zygmunt Bauman
completa: “Eu penso que a atratividade desse novo tipo de amizade, o
tipo de amizade de Facebook, como eu a chamo, está exatamente aí: que é
tão fácil de desconectar. É fácil conectar e fazer amigos, mas o maior
atrativo é a facilidade de se desconectar. Na internet é tão fácil, você
só pressiona ‘desfazer amizade’ e pronto, em vez de 500 amigos, você
terá 499, mas isso será apenas temporário, porque amanhã você terá
outros 500, e isso mina os laços humanos”.
“Mas, por quê a
mensagem enviada é quase sempre é ignorada num ‘tanto faz se essa pessoa
me envia uma mensagem ou não’ – Você pensa: ‘o que eu disse de
errado?’.
Nunca antes a indiferença, maquiada pela tecnologia,
‘destruiu’ tantas expectativas como atualmente. Não é o ‘ódio’ pelo
outro que desmonta seu sorriso tão duramente costurado. Não é a ofensa
que apaga do coração a centelha de uma afinidade qualquer. O que
entristece a alma, aquilo que pode afogar os sentimentos mais básicos de
um coração, chama-se indiferença. A indiferença é arte do desdém.
Quem
pratica a indiferença possui uma veia artística. Esse tipo de pessoa
costuma pintar em matizes opacas no rosto do desdenhado a palavra
‘desumanidade’. Pois o que seria a indiferença senão a desconstrução da
humanidade? Quem pratica a indiferença – ‘te respondo quando me der na
telha e olhe lá’ – faz do outro qualquer coisa, menos ser humano.
Ignorar
aquele que nos escreveu uma mensagem, que deixou um recado na caixa
postal do telefone ou que nos enviou um ‘olá’ pelas redes sociais é
desrespeitoso.
Quem já leu Franz Kafka sabe o que é ver a
indiferença tomar ares épicos. Tomo como exemplo ‘O Processo’. Na obra,
um homem é processado sem saber o porquê procura entender o crime que
cometeu sem ter cometido crime algum. Ele recebe menosprezo de seus
detratores, amigos, família… todos. É visível durante a obra uma
desconstrução de sua personalidade até sobrar nada mais do que algo, não
alguém. O mesmo aconteceu com ‘monstro’ erudito do doutor Frankenstein.
Foi o desprezo, o preconceito, generalização e discriminação que o
transformou numa criatura cruel.
Não é preciso morrer de amores
por alguém que lhe escreve um ‘oi’ e você por educação lhe retribui com
outro singelo ‘oi‘. Nunca soube de alguém que morresse por ser gentil,
educado. Sejamos gentis nem que seja para dizer “gostaria que você não
me escrevesse mais, ok?”. Acredite, isso soa mais ‘delicado’ do que o
silêncio da indiferença.
A multiplicidade aplicativos que nos
conectam, carregam em seu DNA, como se projetados de fábrica, o recurso
do desdém. É óbvio que não é uma boa ideia dar corda para aquele chato
que a todo custo quer sair com você (Desfazer amizade e/ou bloquear são
cortesias dos aplicativos). Mas pior ainda é silenciar diante das
conexões virtuais. Estar conectado com todos é, ao mesmo tempo, não
estar com ninguém. Não são poucos os que abdicam da vida social para
viver atrás de um avatar que lhes garanta o anonimato. Ledo engano.
Estamos todos mergulhados, alguns mais, outros menos, no lago da decisão
alheia. Ele vai me responder? Ela vai me ligar? Poxa, não custa nada. E
assim dependentes de palavras vindas do outro lado da tela permanecemos
ansiosos e reféns da indiferença.
Utilizo como exemplo algo que
foi fantástico aos meus olhos. Enviei no modo ‘mala direta’ por e-mail
algumas dicas de filmes e livros para várias pessoas. Nessas ocasiões é
‘normal’ não se esperar respostas. Mas a minha surpresa foi quando uma
colega de livre vontade, com sua educação peculiar, me respondeu
agradecendo as dicas.
É assim com pequenos gestos de atenção e
respeito pelo outro que a sociedade muda. Se o desdém, a indiferença, a
insensibilidade podem matar almas; gestos de educação podem
revigorá-las. E isso vale mais que mil beijos.
Texto de Israel de Sá (Adaptado)
Jornal Cruzeiro do Sul
Sabe quando a mãe abre um pouco a janela do quarto pela manhã, aí entra
aquela claridade, e ela começa a varrer ou mesmo bater os cobertores?
Pelos raios de luz, é possível ver muitas poeiras voando e fica uma
imagem tão bonita. As poeiras parecem dançar. Pois bem. Em Sorocaba, tem
um artista que consegue fazer uma máquina para reproduzir essa "dança
das poeiras". É o Móbile de poeira, criado por Leonardo Gallep. Parece
meio maluco alguém pensar que isso é possível, e mais ainda, conseguir
fazer, não é?!
Outra coisa que Leonardo inventou é uma máquina
que lança ao ar aquelas plantas chamadas dentes-de-leão, também
conhecidas como "esperança". Sabe quais são? Aquelas com um círculo
branco bem na ponta de sua haste (tem uma foto nesta página!). A gente
encontra muitas delas onde tem hortas, jardins ou mato. Se assoprarmos,
todas as suas pequenas "pétalas" pegam carona pelo vento.
Leonardo já inventou muitas máquinas de coisas que parecem sem
importância, mas que fazem bem para o coração, de tão lindas de se ver.
Uma das mais incríveis é a que tem um barquinho que leva um casal pelo
mar, em meio a um cenário com arco-íris, música e saci-pererê. As
crianças podem conduzir o barquinho, basta girar uma manivela. Leonardo
chama essa máquina de "Teatrinho autômato para exposição Ciranda das
Mãos", que ele fez especialmente para os músicos da Cia. Tempo de
Brincar, de Sorocaba.
Todas as obras de Leonardo são com
madeira. Ele conta que aprendeu com o pai, quando ainda era criança. E
sabe o que eles construíam juntos? Brinquedos! Esse conhecimento de
trabalhar com madeira já veio de família, pois o pai de Leonardo também
aprendeu com o pai dele, quando também era criança.
Quando
cresceu, Leonardo escolheu fazer faculdade de Desenho Industrial (hoje
Design), mas como gosta de viver muitas experiências, ele também fez
cursos para produzir filmes.
Leonardo mistura sua arte com a
ciência, no que é conhecido como arte cinética. Para entender que é essa
arte, basta ver as obras e tocá-las, já que a arte cinética explora
efeitos visuais por meio de movimentos físicos.
O Sesc Sorocaba abre no dia 2 de março, quinta, as inscrições para
os Cursos Livres de Artes. São dez opções de cursos sequenciais
oferecidos de março a julho, em diversas áreas.
São processos de educação não formal que visam promover a experimentação
de diferentes linguagens artísticas e outros temas, a fim de incentivar
a inventividade, sensibilidade, criatividade e expressividade, além de
promover a autonomia crítica e a descoberta de potencialidades.
As inscrições devem ser feitas antecipadamente, a partir das 19h do dia 2 de março, na Central de Atendimento.
Confira a programação dos cursos:
· Desenho para crianças
De 19/3 a 24/6, sábados
Das 10h30 às 12h30 - Sala 2.
Carga horária: 12 encontros / 24h.
Classificação etária: de 9 a 15 anos.
A arte-educadora Fabíola Alves ministra o curso no qual demonstrará e
ensinará diversas técnicas aplicadas ao desenho de observação, com
diferentes materiais: carvão, grafite, lápis de cor e giz pastel oleoso.
Os participantes aprenderão de maneira prática a desenvolver a sua
habilidade, o pensamento gráfico e a percepção em busca de resultados
surpreendentes.
Fabíola Alves é arte-educadora e artista visual. Graduada em Educação
Artística com habilitação em Desenho pela UFPR e Doutora em Artes pela
UNESP. As mensalidades custam R$ 6,00 para credenciados no Sesc e
dependentes (credencial plena), R$ 10,00 para aposentados (pessoas com
mais de 60 anos), pessoas com deficiência, estudantes e servidores da
escola pública com comprovante e R$ 20,00 inteira.
· Cerâmica como adorno
De 14/3 a 4/7, terças
Das 19h às 21h45, Sala de Oficinas
Carga horária: 16 encontros / 44h.
Classificação etária: a partir dos 16 anos
A artista visual Vera Simonetti irá propor aos participantes contato com
a cerâmica através da confecção de peças para adorno corporal - joia em
cerâmica - vivenciando o manuseio da argila, técnicas de decoração e
queima. As técnicas que serão utilizadas no curso remetem à história da
cerâmica em diferentes épocas e culturas.
À medida em que elas forem sendo desenvolvidas os alunos visitarão a
origem e aplicação das mesmas na história da cerâmica, construindo um
repertório de referências estéticas.
Vera Simonetti é artista visual, ceramista e arte-educadora. As
mensalidades custam R$ 6,00 para credenciados no Sesc e dependentes
(credencial plena), R$ 10,00 para aposentados (pessoas com mais de 60
anos), pessoas com deficiência, estudantes e servidores da escola
pública com comprovante e R$ 20,00 inteira.
· Ateliê de arte, estudo e produção de autômatos
De 16/3 a 6/7, quintas
Das 19h às 21h45 - Espaço de Tecnologias e Artes.
Carga horária: 16 encontros / 44h.
Classificação etária: a partir dos 14 anos
O curso abordará diversas áreas que se relacionam ao tema, como a
história da tecnologia, autômatos, ilusão de óptica, arte cinética,
cinema, artes digitais, jogos, por meio de uma linha histórica e da
própria trajetória do ministrante Leonardo Gallep em suas pesquisas e
produções relacionadas a instalações cinéticas e estudos da imagem e
movimento como um todo. Seja através tanto de estudos teóricos quanto de
atividades práticas na oficina do espaço.
Leonardo Gallep é designer e artista visual. Bacharel em Desenho
Industrial - Programação Visual pela UNESP (2009). As mensalidades
custam R$ 6,00 para credenciados no Sesc e dependentes (credencial
plena), R$ 10,00 para aposentados (pessoas com mais de 60 anos), pessoas
com deficiência, estudantes e servidores da escola pública com
comprovante e R$ 20,00 inteira.
· Costura criativa
De 15/3 a 28/6, quartas
Das 14h30 às 17h30 - Espaço de Tecnologias e Artes.
Carga horária: 16 encontros / 48h.
Classificação etária: a partir de 15 anos.
A designer de moda Ana Paula Marciano ministra o curso que tem como
objetivo mostrar aos participantes o universo colorido e criativo da
costura moderna, com técnicas básicas de costura à máquina, troca de
saberes, apresentação de novas matérias primas e incentivo à criação
autoral.
Todas as técnicas serão ensinadas em projetos práticos e os
participantes poderão aprender a "pilotar" uma máquina de costura e
manusear as ferramentas específicas. O objetivo é proporcionar o fazer
criativo na costura, dando vida a tecidos e aviamentos.
Ana Paula Marciano, designer de moda e professora. Possui um ateliê onde
ministra cursos de modelagem, corte e costura, tudo de maneira simples e
criativa. As mensalidades custam R$ 6,00 para credenciados no Sesc e
dependentes (credencial plena), R$ 10,00 para aposentados (pessoas com
mais de 60 anos), pessoas com deficiência, estudantes e servidores da
escola pública com comprovante e R$ 20,00 inteira.
· Experiências artísticas através da história de Sorocaba
De 18/3 a 1/7, sábados
Das 15h às 18h ¿ Sala 2
Carga horária: 16 encontros / 48h.
Classificação etária: a partir dos 16 anos
Com a artista plástica Flávia Aguilera, o curso pretende despertar o
interesse e estimular a produção artística por meio da investigação e do
contato com personagens e lugares que hoje passam despercebidos, porém
foram marcados através da memória popular. São histórias à margem da
oficialidade, mas muito conhecidas popularmente, tendo material de
registro da época através de notícias de jornais e algumas fotos.
Nas aulas os alunos visitarão alguns locais e a produção dos
participantes é livre e pode variar entre experiências de sinalização do
local, eventos que coloque a história em foco, desenhos, produção de
livro de artista, escultura em argila, intervenção urbana, foto, vídeo,
escrita, etc.
Flavia Aguilera é artista plástica e professora de arte. Trabalha em
oficinas livres de desenho em Territórios Jovens da cidade. As
mensalidades custam R$ 6,00 para credenciados no Sesc e dependentes
(credencial plena), R$ 10,00 para aposentados (pessoas com mais de 60
anos), pessoas com deficiência, estudantes e servidores da escola
pública com comprovante e R$ 20,00 inteira.
· Danças Urbanas
De 10/3 a 7/7, sextas
Das 15h às 16h30 ¿ Sala de Oficinas
Carga horária: 15 encontros / 22h.
Classificação Etária: 12 a 17 anos.
Os professores Regis Chaves e Renata Almeida ministram o curso que
utiliza como linguagem principal quatro estilos de danças urbanas:
Locking, Popping, Hip Hop Freestyle Dance e House Dance. O ensino das
técnicas desses quatro estilos e a articulação entre eles no processo de
criação são as ideias principais do projeto.
Serão apresentadas, no decorrer das aulas, possibilidades de utilização
dos estilos, articulando-os numa única composição coreográfica, ao mesmo
tempo em que se trata a diferenciação e peculiaridade de cada um,
valorizando assim o contexto histórico de cada dança, e os momentos da
história em que eles se relacionam.
Regis Chaves é pesquisador, dançarino e coreógrafo. Proprietário e
diretor do Urban Move Studio (Studio de Street Dance/Sorocaba-SP) e
diretor da Expo Street Dance Sorocaba-SP. Renata Almeida é pesquisadora,
dançarina e coreógrafa. Proprietária, diretora e coreógrafa do "Urban
Move Studio" (Estúdio de Street Dance de Sorocaba-SP).
As mensalidades custam R$ 6,00 para credenciados no Sesc e dependentes
(credencial plena), R$ 10,00 para aposentados (pessoas com mais de 60
anos), pessoas com deficiência, estudantes e servidores da escola
pública com comprovante e R$ 20,00 inteira.
· Introdução à arte eletrônica - Novas tecnologias para a arte
De 14/3 a 4/7, terças, grátis
Das 18h30 às 21h30 ¿ Espaço de Tecnologias e Artes
Carga horária: 16 encontros / 48h.
Classificação Etária: a partir dos 14 anos
Fabricio Masutti ministra o curso que pretende apresentar referências e
novas ferramentas para produção artística contemporânea. É uma iniciação
ao desenvolvimento de projetos em arte eletrônica/digital e de novas
mídias por meio do aprendizado de dispositivos eletrônicos e
computacionais como captadores e sensores, sons gerados por computador
em tempo real, fotos, vídeos e amostras audiovisuais disponíveis
livremente na internet.
Fabricio Masutti é músico, produtor musical, artista de novas mídias e
educador de Tecnologias e Artes no Sesc Sorocaba. O curso é grátis.
· Introdução à fotografia
De 14/3 a 20/6, terças, grátis
Das 14h às 17h - Espaço de Tecnologias e Artes
Carga horária: 14 encontros / 42h.
Classificação Etária: a partir dos 14 anos
Com Gustavo Sarti, o curso é uma introdução ao mundo da fotografia
pensado para um contexto em que a fotografia está por todo lado, graças à
disseminação dos smartphones e celulares com câmeras. O curso vai ter
momentos práticos e teóricos, e abordar a fotografia como um fenômeno
técnico, artístico e social.
Para participar, os alunos deverão trazer as próprias câmeras digitais.
As câmeras podem ser DSLRs, Smartphones com câmera ou qualquer
intermediário entre esses polos. Gustavo Sarti é sociólogo especialista
em internet e educador de Tecnologias e Artes no Sesc Sorocaba. O curso é
gratuito.
· Diálogos sobre agricultura de base ecológica
De 17/3 a 7/7, sextas, grátis
Das 19h às 21h30 - Espaço de Tecnologias e Artes
Carga horária: 14 encontros / 35h.
Classificação Etária: a partir dos 14 anos
Com Marcos Bravin, o curso introduz reflexões, conceitos e práticas em
correntes de pensamento de agricultura de base ecológica tendo como
proposta apresentar suas diferentes matizes e métodos de organização
produtiva em contraposição ao modelo vigente e hegemônico da agricultura
industrial. Agricultura biodinâmica, orgânica, natural e agroecologia
serão temas abordados sob as perspectivas agronômica, social, econômica e
cultural.
Marcos Bravin é engenheiro agrônomo, mestre em Ciências da Engenharia
Ambiental e agente de Educação Ambiental do Sesc Sorocaba. O curso é
gratuito.
· Circo para Todos
De 15/3 a 31/5, quartas
Das 19h às 21h45 ¿ Sala de Oficinas
Carga horária: 12 encontros / 33h
Classificação Etária: a partir dos 14 anos
Com integrantes da Trupe Koskowisck e da Usinarte este curso tem como
objetivo proporcionar a vivência em diversas áreas que o circo abrange,
com conteúdo que abriga iniciantes e iniciados, em aulas que envolvem
preparo físico geral e vivências nas técnicas trabalhadas. O conteúdo
das aulas será agrupado em dois módulos: acrobacias e palhaçaria.
Entre os professores estão Alexandre Malhone, que atua como ator e
produtor do Circo Guaraciaba e com a Trupe Koskowisck há oito anos;
Beatriz Mendes, educadora física, bailarina e circense. Atua há mais de
20 anos e trabalha com circo desde 2006; Gabriel Manzini, educador
físico, proprietário e professor da Escola de Circo e Artes Culturais
Usinarte, criada em 2012; e Geisa Helena, Educadora física, atriz e
palhaça na Trupe Koskowisck. Como atriz atua há mais de 20 anos.
As mensalidades custam R$ 6,00 para credenciados no Sesc e dependentes
(credencial plena), R$ 10,00 para aposentados (pessoas com mais de 60
anos), pessoas com deficiência, estudantes e servidores da escola
pública com comprovante e R$ 20,00 inteira.
SERVIÇO:
Cursos Livres de Artes
De março a julho
Diversos espaços e horários
G1
Moonlight"
foi escolhido melhor filme do Oscar após confusão com os apresentadores
Faye Dunaway e Warren Beatty, que anunciaram o vencedor errado. Os
atores apresentavam a categoria final, neste domingo (26), e disseram
que "La La Land" havia levado a estatueta, após erro da organização do
evento. VEJA passo a passo o que aconteceu.
A equipe subiu ao palco para receber o prêmio. Após 2 minutos e 23
segundos, foi informada do erro e esclareceu que o vencedor era
"Moonlight". Beatty e Faye estavam, na verdade, com o envelope da
vencedora de Melhor Atriz (Emma Stone, de "La La Land").
Ao abrir o envelope, Beatty ficou olhando para o papel com o nome do
vencedor, como se algo estivesse errado. Ele ficou 20 segundos sem saber
o que fazer: a plateia pensou que era uma brincadeira. Até deu risada. O
ator de 79 anos é conhecido pelo bom humor.
Então, Faye pegou o papel da mão do ator e leu: "La La Land". Foi
quando a equipe do filme se abraçou e foi receber a estatueta. Os
produtores (Fred Berger, Jordan Horowitz e Marc Platt) discurssaram, mas
foram avisados da confusão. "Há um erro, 'Moonlight', caras, vocês
ganharam melhor filme. Isso não é uma brincadeira, acho que eles leram a
coisa errada", disse Horowitz.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
Depois de 30 anos trabalhando, o executivo Joaquim Costa se aposentou e
acreditou que alcançara a plenitude do tão aguardado descanso. A trégua
durou menos de um mês. Sem suportar o ócio, tratou de voltar ao mercado e
hoje está novamente produzindo. "Não aguentei ficar dando bom dia para
papagaio na televisão. Estava enlouquecendo", contou. Aposentar-se é
algo de significado muito maior. Consiste no fim de um ciclo, num quase
rito de passagem e precisa de preparo antecipado.
Costa sentiu a necessidade de retomar o significado da própria vida. "Eu
precisava voltar a me sentir útil. Não queria passar pelo coitado que
fica sozinho, esquecido, perturbando o sossego com palpites. Até minha
mulher ficou contente porque eu resolvi retornar ao batente. Não é fácil
ficara parado", justificou.
A diretora de escola Dilma Tomé de Sousa Vestina, estava, por volta
dessa mesma época, a poucos meses de cumprir o período que a levaria a
se aposentar. Foi tomada por uma inquietação, um "frio na barriga", um
quase desespero. Tudo porque não tinha clareza do que estava por vir.
Dilma se aposentou, mas voltou a trabalhar como professora. "Passei boa
parte da minha vida cumprindo expediente, organizando coisas,
coordenando a escola. De repente ninguém mais me ligava para pedir
ajuda, para falar do trabalho. Foi muito difícil". A trégua, no entanto,
durou pouco. Dilma desistiu passados alguns meses e hoje está adaptada à
nova rotina.
Aposentadas e ocupadas
Quarta-feira, dia 22, por volta das 15h, na unidade Sorocaba do Sesc: um
grupo de senhoras aposentadas pratica atividades desportivas. Dispostas
e animadas contam ao repórter que pouco se importam, ou lembram, que
não trabalham mais. "Nós gostamos de viver e de aproveitar a vida. Se
não, a doença chega e leva tudo embora", disse Zenaide Silva, 63.
Do alto de seus 81 anos, Valentina Kunechow quer falar de sua história e
lembra que se acidentou. Foi tecelã, comerciária e hoje desfruta do
convívio com as amigas. "A gente aqui não tem tempo para pensar em
aposentadoria; estamos todas tão envolvidas com a diversão que deixamos
os problemas de lado."
Como elas, outra aposentada, Dora Calesan, de 74 anos, contou que
trabalhou na Fábrica Fonseca. Guarda boas lembranças daquela época, mas
hoje está adaptada à nova vivência. "Sou, com muito orgulho, aposentada e
procuro me manter ocupada. Venho aqui, viajo, estou sempre ocupada".
As vivências relatadas guardam em comum o fato de que a aposentadoria
ainda hoje é um tema bastante controverso que afeta a todos não apenas
por conta do impacto que o aumento do limite de idade e do tempo de
contribuição, (ambos previstos na proposta de reforma que o governo quer
que o Congresso Nacional aprove), deverá produzir.
Mudanças
A psicóloga Raquel Mazuqui exemplifica: "Imagine alguém que faz a mesma
coisa por 30, 40 anos. Acorda no mesmo horário, faz o mesmo trajeto para
o serviço, toma café no mesmo lugar, senta na mesma cadeira. Chega um
dia e isso tudo muda. O que fazer, então?"
Ainda de acordo com a especialista, existem indivíduos para quem a
aposentadoria só reserva situações negativas. "Quem nunca ouviu a frase:
se fulano deixar de trabalhar, fica doente?". O problema, acrescenta
Raquel, é que as pessoas criam expectativas diferentes da realidade, ou
seja, não têm exatamente a dimensão daquilo que as aguarda.
A coach e psicóloga Dulce Francisco explica que é possível se preparar
terreno para à nova vivência e destaca que isto pode acontecer já na
idade escolar, ou seja, muito antes do momento da aposentadoria. "Se
existe idade para dar início à preparação para o ato de se aposentar, eu
diria que a escola pode ser um dos marcos. Desde lá, todos somos
preparados para entender que quando atingimos um objetivo na vida,
devemos da mesma forma estar preparados para as angústias, os dissabores
que a mudança trará."
E quais são os medos e incertezas que mais afetam os futuros
aposentados? Raquel Mazuqui diz que a preocupação com a sobrevivência
financeira já que o padrão de vida quase sempre diminui materialmente
lidera o ranking das inquietações. "Existe, ainda, o medo de ficar
doente por falta de ocupação", ela acrescenta.
Dulce Francisco afirma que a perda do convívio social está entre os
principais dramas existenciais administrados por quem se aposenta. "A
solidão, o abandono e a ausência de referenciais provocam um impacto nas
pessoas. Elas precisam se ajustar, entender que não terão a mesma
atenção e tratamento de antes, na maioria dos casos".
Síndrome
O acúmulo de inconvenientes que aposentadoria provoca determinou o
surgimento de um fenômeno ao qual foi conferido o status de síndrome: a
síndrome do marido aposentado. Pesquisadores dos Estados Unidos, contam
Raquel e Dulce constataram o aumento do desgaste do relacionamento
conjugal por conta da permanência maior do homem aposentado em casa.
É inevitável: com mais tempo para compartilhar os problemas os casais
descobrem mais divergências, os defeitos e criam área de atrito. É o
caso, por exemplo, do aposentado que quer consertar tudo na casa, mas
que por não conseguir se estressa. Curiosamente, conforme as
especialistas, as mulheres são menos suscetíveis a essas crises.
As aposentadas se adaptam com mais facilidade à nova rotina. Dilma
Vestina, a personagem desta matéria, confirma: "Eu procuro me manter
ocupada e cuidar dos meus afazeres sem interferir na rotina do meu
marido. Com isso, as chances de que aconteçam problemas são menores".
Nova etapa
A aposentadoria impõe ainda àqueles que a alcançam o desafio de
reorganizar a vida. Raquel Mazuqui e Dulce Francisco afirmam que é
importante ter em conta sempre que o ato de se aposentar não representa o
fim, mas sim o recomeço de uma nova etapa. "As pessoas podem e devem
continuar se sentindo úteis. Dividir a tarefa de cuidar da família,
envolver-se com projetos sociais, buscar novas alternativas, manter-se
ocupado, tudo isso ajuda", afirmam.
Até por isso, segundo o consultor financeiro, Vitor Hugo Rosa é saudável
continuar trabalhando. "Eu, pelo menos, espero que seja assim comigo.
Ninguém precisa manter-se no mercado fazendo as mesmas coisas que fazia,
com vínculo, compromissos, horários, mas pode, evidentemente, fazer
algo que torne tudo mais suportável e melhor. Existe, afinal, vida
depois da aposentadoria".
Rio - Um carro da Paraíso do Tuiuti, primeira escola a desfilar no Rio,
esmagou pessoas em uma grade lateral da Sapucaí e deixou oito feridos na
avenida. Um deles, uma mulher, está em estado grave.
Ela teve a perna prensada, com fratura exposta. A grade precisou ser
serrada no local para que a vítima fosse retirada. As outras sete
pessoas que se machucaram foram atendidas no posto médico da Sapucaí e
encaminhadas a hospital da região.
Parte das vítimas é de profissionais da imprensa que cobriam o Carnaval, segundo informações da TV Globo.
Leo Chaves divulgou carta atribuída a Poliana, mulher do sertanejo
Victor, em que ela volta atrás e nega ter sido agredida pelo marido,
dois dias após ter registrado boletim de ocorrência. Na nota, também
postada no Instagram de Poliana, grávida de dois meses, ela afirma ter
se desentendido com a sogra e ido à polícia por não ter sido defendida
pelo marido. Diz que o exame de corpo de delito foi para mostrar
ausência de lesão.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul Quarenta imagens feitas pelo fotógrafo Rogich Vieira estão na exposição
que abre hoje na Biblioteca Municipal (Alto da Boa Vista). As
fotografias registram os Carnavais em Sorocaba entre as décadas de 1950 a
1960 e fazem parte do acervo doado pelo artista ao Instituto Histórico,
Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS).
O evento faz parte da programação de Carnaval da Prefeitura. De
acordo com o diretor da Biblioteca Infantil, Rubens Incao -- também
responsável pela seleção das imagens e profundo conhecedor da obra de
Rogich -- o público irá conhecer mais do que a festa do Carnaval, mas o
contexto histórico que marca o momento em que os registros foram feitos:
Sorocaba nos anos de 1956 a 1963. "Tentamos fazer um panorama de como
era o Carnaval no clube, nas ruas, as fantasias...", descata Incao,
lembrando que o trabalho foi realizado em parceria com o diretor da
Biblioteca Municipal de Sorocaba, Gilberto Camargo Antunes.
Nestas fotografias, há imagens que dimensionam bem como era a festa à
época: os corsos, que eram os desfiles em carros abertos, e a
utilização indiscriminada do lança-perfume são momentos curiosos
registrados pelas lentes de Rogich.
Incao destaca a importância do trabalho de Rogich, que mais do que
fotógrafo foi pesquisador e cronista. Além de retratar a cidade nos mais
diversos eventos, dos religiosos aos pagãos, teve a generosidade de,
antes de morrer, em 2001, doar seus acervos para instituições locais.
A exposição abre ao público hoje e segue na Biblioteca Municipal das
8h às 17h até o dia 3 de março (de segunda a sexta). A entrada é
gratuita. A Biblioteca fica na rua Ministro Coqueijo Costa, 180.
Victor Chaves, 41 anos, sertanejo que faz dupla com Leo, foi acusado de
agressão pela mulher, Poliana Bagatini, 29, que registrou um boletim de
ocorrência, ontem, em Belo Horizonte (MG). Ela acusa o marido de jogá-la
no chão e chutá-la várias vezes.
A briga teria ocorrido no apartamento do casal. Durante a confusão,
Poliana, que está grávida de dois meses, teria sido impedida por um
segurança e pela irmã do cantor de sair do local e só conseguiu depois
que uma vizinha ouviu os gritos e a ajudou. Ela prestou depoimento, mas
não fez exame de corpo de delito.
No ar como jurado do "The Voice Kids", Victor seguirá no ar no reality
show, que já tem edições gravadas. A Globo não se manifestou sobre o
caso e nem confirma se ele seguirá no posto nas edições ao vivo.
Procurada, a assessoria do cantor também não se manifestou até o
encerramento desta edição. Victor e Poliana estão juntos desde 2014 e
são pais de Maria, de 1 ano. O casal planejava casamento. Um inquérito
foi instaurado e o caso agora será investigado pela Delegacia
Especializada de Atendimento à Mulher, tão logo passe o Carnaval, já que
o esquema no feriado é de plantão. (Com UOL)
Embora alguns dados mostrem melhora na expectativa em relação à economia do país, a fila do desemprego segue aumentando.
O número de desempregados no país cresceu em 3,3 milhões de pessoas em
um ano, segundo a Pnad Contínua (pesquisa nacional de domicílios) do
trimestre encerrado em janeiro deste ano.
Com a alta, o número de desempregados no Brasil chegou a 12,9 milhões de
pessoas e a taxa de desemprego bateu recorde, em 12,6%, o maior índice
desde que a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística) começou a ser feita, em 2012.
Apesar de o estudo ser trimestral, é possível dizer que o contingente de desempregados aumentou em janeiro.
No mês, cerca de 800 mil desocupados teriam entrado na fila do desemprego.
Fonte:O SEGREDO
Tudo bem se você estiver deitado em sua cama agora, olhando fixamente
para o teto, e prestes a chorar. Nos últimos anos, tudo o que você
sempre tentou fazer é descobrir como viver sua vida. Você acha que quase
todo mundo ao seu redor já sabe como viver, e você está apenas lá,
tentando não estragar o que já tem.
Você acha que agindo certo e,
em seguida, por qualquer motivo, algo surge e você começa a se culpar.
Você sabe que deveria ter feito melhor, devia ter agido de forma
diferente.
Eu sei que você está apenas com medo. Você está com
medo porque acha que nunca é bom o suficiente. Você está com medo porque
vê outras pessoas de sua idade indo bem e você está perdido. Você está
com medo porque pensa no que os outros dirão. Você está com medo de
acabar falhando. Você tem medo de que quando as pessoas verem o quão
fracassado você é, te abandonem, mesmo aquelas que uma vez acreditaram
em você. Você está com medo, e eu entendo.
Mas deixe-me dizer-lhe isto: Você vai conseguir. Eu juro, você vai.
um coração pode estar pesado agora e sua mente pode ter milhares de pensamentos, mas você pode continuar.
Então,
se você sentir vontade de chorar agora, tudo bem, vá em frente e chore.
Eu sei que você se sente uma bagunça neste momento, mas todo mundo se
sente assim em algum momento. Então, querido, não há problema em se
sentir perdido. Porque eu sei que você acabará encontrando sua saída.
Tudo bem se agora você sentir que não é a pessoa que deveria ser, porque
eu sei que você vai se encontrar.
Tudo bem se você sentir que
falhou. Um dia, depois de todas as tentativas, fracassos e gritos, você
vai finalmente conseguir. E verá que as pessoas que te amam nunca
perderam sua fé em você.
Então, estou pedindo para não desistir –
nunca. Seu coração pode estar pesado agora e sua mente pode ter milhares
de pensamentos, mas você tem que continuar. Você tem que seguir, não
importa quão assustador possa ser. Nos momentos em que pensar em
desistir, lembre-se disso: Você não é um fracasso. Você está no seu
caminho. Algum dia, você se orgulhará de si mesmo.
G1
No
segundo semestre de 2017, a Prova Brasil do ensino médio será aplicada
pela primeira vez em todas as escolas públicas e privadas, sendo o
governo federal. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela
aplicação da prova, reuniu representantes do Ministério da Educação, do
Tribunal de Contas da União (TCU) e da Corregedoria Geral da União (CGU)
em uma audiência pública para discutir a transformação da avaliação do
ensino médio em censitária, ou seja, representando a totalidade das
escolas, e não apenas por amostragem, como acontecia até o ano passado.
Nesta quarta-feira (22), o Inep anunciou que "todos os alunos do 3º ano
do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas, farão a Prova Brasil
este ano":
Sistema nacional de avaliação
A Prova Brasil é um dos dois elementos que compõem o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): o cálculo do Ideb é feito
usando os resultados da prova e informações sobre a aprovação ou
repetência dos estudantes. Essa prova faz parte da Avaliação Nacional da
Educação Básica (Aneb), uma das três avaliações que integram o Sistema
de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Até hoje, porém, apenas as edições da Prova Brasil do ensino
fundamental eram aplicadas de forma censitária, ou seja, para todos os
estudantes do 5º e do 9º ano do fundamental. Como resultado, no Saeb
2015, 3.986.190 estudantes participaram da prova: 2.071.581 do 5º ano do
fundamental, 1.842.034 do 9º ano do fundamental, e apenas 72.575
estudantes do 3º ano do ensino médio.
Nº de alunos participantes da edição de 2015: a partir deste ano,
aplicação da prova para o ensino médio deixará de ser por amostragem
(Foto: Editoria de Arte/G1)
Além disso, 38.155 escolas públicas tiveram os dados divulgados para o
5º ano do fundamental, e 29.620 escolas públicas receberam os resultados
para o 9º ano. Já no ensino médio, os resultados foram divugados apenas
em nível estadual e nacional.
Com a mudança, o Inep estima que 2,4 milhões de estudantes do 3º ano do
ensino médio, tanto de escolas públicas quanto privadas, participem da
Prova Brasil. No total, o governo prevê que cerca de 7,5 milhões de
estudantes façam as provas.
A Prova Brasil 2017 será aplicada no segundo semestre do ano e, segundo
o Inep, por sugestão do TCU, as empresas que aplicarão o exame serão
contratadas por meio de licitação, que deve ser aberta na segunda
quinzena de maio. "Desde 2009, a contratação de entidades para execução
desses serviços especializados era realizada por dispensa ou
inexigibilidade de licitação junto a instituições com notório saber",
disse o Inep, em nota.
O desemprego na Grande São Paulo subiu em janeiro, chegando a 17,1%, de
acordo com levantamento do Dieese (departamento intersindical de estudos
socioeconômicos) e da Fundação Seade.
O resultado é o pior para o mês desde 2004, quando a taxa ficou em 19,1%.
A PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) mostrou que, no mês passado, o
número de desempregados subiu em 88 mil pessoas, o que representa alta
de 4,9%.
O crescimento foi causado pelo fechamento de 153 mil postos de trabalho e
o desemprego só não foi maior porque outros 65 mil trabalhadores
deixaram de procurar uma vaga.
Mais da metade dos 513 deputados federais assinaram a proposta de emenda
para reduzir a idade mínima de 65 anos prevista na reforma da
Previdência.
Os parlamentares defendem que os homens se aposentem aos 60 anos e as mulheres, aos 58 anos de idade.
Encabeçada por parlamentares ligados aos aposentados, como Paulo Pereira
de Silva (SD-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a alteração foi
protocolada ontem e tem a assinatura de 349 deputados.
Para ser apresentada, a proposta precisava do apoio de 171 parlamentares.
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, explicou que, agora, caberá
ao relator, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), incorporar ou
não a emenda ao relatório.
Se ele recusar, os deputados pedirão votação em separado.
Caso esse pedido também seja derrotado, restará buscar apoio para a
votação como destaque ao projeto, quando o texto da reforma chegar ao
plenário.
Um animal mitológico, o unicórnio, ganhou formas reais no Carnaval de São Paulo.
De acordo com lojistas da região da rua 25 de Março (centro), é a
fantasia desse ser mágico (parecido com um cavalo com um chifre em
espiral) que os foliões mais procuram neste ano.
O kit, feito por uma tiara e uma saia de tule colorida, é vendido por cerca de R$ 50 na região.
Logo atrás foram citadas roupas da super-heroína Mulher Maravilha e da supervilã Arlequina.
"Não tem jeito, até os homens compram para brincar e chamar a atenção
das mulheres", diz Lilian Pessoa, 31 anos, vendedora da loja Carnival.
Ela conta que a popularidade do unicórnio cresceu após ser usado em
brincadeiras na internet e até como ícones em forma de carinhas.
G1
A chuva que atinge a cidade de São Paulo na tarde desta quarta-feira (22)
deixa as Marginais Tietê, Pinheiros e as Zonas Sul, Oeste e Leste em
estado de atenção para alagamentos, de acordo com o Centro de
Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura.
O CGE registrou queda de granizo nos bairros do Jaguaré, na Barra
Funda, no Paraíso e na Consolação. O Aeroporto de Congonhas, na Zona
Sul, chegou suspender a decolagem das 17h18 às 17h44 por causa da chuva.
Os pousos não foram interrompidos.
Independente desde 2011, com uma guerra civil iniciada em 2013, o país
de 12,5 milhões de habitantes tem uma das piores situações humanitárias
do mundo.
Situação humanitária desastrosa
Segundo a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur), mais de 1,5 milhão
de pessoas fugiram do país em busca de proteção desde que começou o
conflito armado.
O Sudão do Sul se transformou "na maior crise de refugiados da África" e
"na terceira do mundo" após as de Síria e Afeganistão, segundo a Acnur,
que lembrou que, adicionalmente, 2,1 milhões de pessoas estão
deslocadas dentro do país.
O Unicef, por sua vez, calcula que 270 mil crianças sul-sudanesas estão gravemente desnutridas
(Foto: Editoria de Arte/G1)
Atrocidades
Um informe confidencial da ONU vazado este mês dá conta de que a guerra
alcançou "proporções catastróficas para os civis" e que as milícias
podem se tornar incontroláveis e alimentar os combates por vários anos.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, escreve nesse informe que
os civis fogem das cidades e aldeias "em um número recorde" e que o
risco de que se cometam atrocidades em massa "é real".
"Nossas visitas ao Sudão do Sul sugerem que está sendo levado a cabo no
país um processo de limpeza étnica em várias regiões por meio do uso da
fome, dos estupros coletivos e de incêndios", disse, no fim do ano
passado, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da ONU para o
país, Yasmin Sooka.
Fome deixa Sudão do Sul perto da catástrofe humanitária, diz ONU
Atrocidades como o assassinato de crianças, castrações, estupros e degolas são alguns exemplos do que ocorre na região.
Em maio de 2015, a Unicef denunciou o assassinato de 26 de crianças -
algumas de apenas 7 anos - e o sequestro de dezenas de outras em ataques
realizados por grupos armados, formados homens e meninos armados,
vestidos de militares ou civis, no estado de Unidade.
A ONU ainda acusou militares do exército sul-sudanês de estuprar e
queimar vivas mulheres e meninas que estavam em suas casas no mesmo
estado, segundo depoimentos de vítimas e testemunhas.
Homem armado anda perto da vila sul-sudanesa de Nialdhiu (Foto: Siegfried Modola/Reuters)
Independência recente
O Sudão do Sul conquistou sua independência em relação ao Sudão em
julho de 2011, depois que um referendo realizado em janeiro daquele ano
aprovou a separação com 98,83% dos votos a favor. O referendo estava
previsto em um acordo de paz de 2005 que encerrou décadas de guerra
civil.
As diferenças étnicas e religiosas do que então era apenas um país
foram o principal ponto de conflito entre os dois lados. A população do
sul (hoje o Sudão do Sul), formada por diversos grupos étnicos de
maioria cristã ou animista, se sentia discriminada pelo governo
centralizado em Cartum (no Sudão), de maioria muçulmana, e que tentava
impor a lei islâmica na região.
O governo de Cartum foi o primeiro a reconhecer a nova nação, num sinal de secessão tranquila.
Jucá pede desculpas por usar expressão 'suruba' ao discutir foro privilegiado
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) pediu desculpas nesta terça-feira (21)
por uma declaração que deu no dia anterior ao jornal "O Estado de S.
Paulo" na qual usou a expressão "suruba" para se referir a propostas de
restringir o foro privilegiado para políticos.
"Se acabar o foro, é todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na
suruba. Não é uma suruba selecionada", declarou o senador ao repórter.
Nesta terça, Romero Jucá disse apoiar a proposta do ministro e defendeu
que o foro privilegiado não seja empregado em questões como a de
violência doméstica, por exemplo.
"Eu disse que apoiava a discussão proposta pelo ministro Barroso e pelo
ministro Fachin. Acho que o foro privilegiado tem que ser discutido
realmente. Não tem sentido o foro privilegiado servir para algumas
coisas, por exemplo, um parlamentar que bate em uma mulher. Isso não tem
que ser discutido no Supremo, não é foro privilegiado”, justificou.
Jucá afirmou que, na fala sobre a "suruba", não deu uma "declaração
oficial" – disse que estava "brincando" com o jornalista enquanto se
dirigia ao gabinete.
"Nós fomos até o gabinete e fomos brincando. Em um determinado momento,
ele [o repórter] levantou uma situação, uma hipótese e eu disse: 'Assim
não dá, assim vira a música dos Mamonas Assassinas, a questão da suruba
portuguesa'. Falei brincando, e ele infelizmente tomou isso como uma
declaração oficial, que não é verdade", declarou.
No refrão de "Vira-vira", a letra da música do grupo Mamonas Assassinas
diz: "Roda-roda vira, solta a roda e vem; Neste raio de suruba, já me
passaram a mão na bunda; E ainda não comi ninguém".
O
que se diz é que uma foto vale por mil palavras, mas, no caso da
fotógrafa americana Cindy Sherman, isso chega a um outro patamar: suas
obras já foram arrematadas em leilões por milhões de dólares! Em 40 anos
de uma trajetória tão expressiva quanto particular, Cindy foi sua
própria modelo: seu estúdio em Nova York é abarrotado de maquiagem,
perucas e até narizes e seios postiços que usou para compor os
personagens. Com frequência o resultado dessas imagens sobre o papel da
mulher na sociedade contemporânea é bizarro e perturbador.
Seu processo de criação sempre foi de longas “gestações” para trabalhar insights e reflexões. Desde 2012
Cindy se encontrava numa espécie de período sabático, mas em 2016
lançou uma nova série, que agora vem percorrendo o mundo – até março, a
exposição estará na Nova Zelândia. Não por acaso, o tema central das
fotos é o envelhecimento: a artista completou 63 anos em janeiro. Desta
vez ela incorpora divas hollywoodianas da década de 1920.
Ao
longo da carreira, a camaleônica Cindy sempre declarou que os retratos
não eram autobiográficos. No entanto, a fase atual é mais explicitamente
sobre ela, e sobre o efeito do envelhecimento. A artista criou
“avatares” de divas do cinema, como Greta Garbo, Bette Davis e Gloria
Swanson, descrevendo-as como sobreviventes para o jornal “The New York
Times”: “você olha para elas e vê que passaram por muita coisa. Você
enxerga a dor, mas elas continuam se movimentando e seguindo adiante”. A
experiência de perda também é sua, que diz que ainda está se debatendo
com a realidade de ser uma mulher velha. Para o britânico “The
Guardian”, declarou: “o mais inquietante não é ver mais rugas no meu
rosto, mas constatar que o leque de possibilidades diminuiu. Posso me
fazer passar por alguém com 100 anos, mas não mais por alguém com menos
de 50”.
Suas
fotos mostraram o narcisismo e a cultura da celebridade, mas também
como a mídia retrata a mulher. Na nova leva de trabalhos, constata que
está tentando preencher uma lacuna: “na verdade, você não vê muitos
retratos de mulheres mais velhas, assim como elas também não estão
presentes na moda e no cinema. O que faço é parte disso”. Cindy já
participou duas vezes da Bienal de Veneza e tem obras nos principais
museus do mundo. Esse ícone da cultura popdiz
que envelhecer tem sido também libertador, pelo menos do ponto de vista
amoroso, porque estar solteira não a incomoda mais. “Fiz escolhas muito
ruins no passado, pena que não fui para a terapia antes”, resumiu numa
de suas últimas entrevistas.
Foto: Untitled #565, 2016
Crédito obrigatório: cortesia da artista e da Galeria Metro Pictures, New York
Fim do ensino integral vai atingir turmas de 33 creches
Após a Secretaria de Educação de
Sorocaba (Sedu) emitir, na tarde da última quinta-feira, circular para
creches da rede municipal comunicando a suspensão do funcionamento em
tempo integral a partir da próxima segunda-feira, a secretária de
Educação de Sorocaba, Marta Cassar, disse em coletiva de imprensa
realizada na manhã de ontem que a medida atinge turmas de 33 unidades,
do total de 89. Na coletiva, a secretária afirmou que 1.300 crianças
seriam afetadas (10% do total de 13 mil). Já à tarde, nota oficial da
Prefeitura apresentou outros números, dizendo que são 7,3% do total (949
crianças). A lista com o nome das unidades que sofrerão alteração pode
ser conferida ao lado. Porém, para saber quais turmas dessas unidades
serão dispensadas mais cedo, os pais precisam se dirigir até a creche na
segunda-feira, justamente no dia em que será implantada a mudança. Além
de Marta, participaram da coletiva também Rodrigo Moreno, titular da
Secretaria de Recursos Humanos, e Eloy de Oliveira, secretário de
Comunicação e Eventos. O prefeito José Crespo (DEM) não compareceu.
Durante a coletiva, Marta disse que a medida foi tomada por conta do
déficit de auxiliares de educação e que são necessários ao menos 150
profissionais para que todas as unidades atendam em período integral.
Segundo Moreno, a circular foi enviada somente na tarde de quinta-feira
porque até então ainda era estudado como ficariam distribuídos o total
de 1.450 auxiliares contratados atualmente. "Ficamos estudando como
minimizar o problema, por isso o aviso demorou a ser feito." No total,
13 mil crianças estão matriculadas nas creches municipais.
No ano passado, afirmou a secretária de Educação, eram 357 turmas
atendidas em período integral e atualmente são 400 turmas. Esse aumento,
disse, ocorreu por conta da contratação de 11 professores a um custo de
R$ 479.400 ao ano e 14 auxiliares a um custo de R$ 290.004. Além desses
profissionais, foram contratados em fevereiro 177 estagiários para
trabalhar nas creches, com investimento de R$ 1,2 milhão ao ano.
Marta afirma que o déficit de profissionais começou em 2014, na gestão
de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) e que desde o dia 2 de janeiro a
pasta trabalha para manter o período integral no maior número de
unidades possíveis. Desde o último dia 8, quando as aulas da rede
municipal tiveram início, devido ao período de adaptação, os alunos
estavam sendo dispensados às 13h. Na segunda-feira (20), o horário
retornaria ao período integral, ou seja, das 7h às 17h. Todas as
crianças foram matriculadas para frequentarem a creche durante todo o
dia e os pais foram surpreendidos com a circular faltando um dia para a
retomada do expediente normal.
"Problema social"
A secretária de Educação afirmou ainda que as turmas do período
semi-integral -- das 8h às 12h30 -- cumprirão totalmente seu papel
pedagógico e disse compreender a situação dos pais que precisam dos
filhos matriculados em período integral, "mas isso trata-se de um
problema social e não pedagógico". Segundo Marta, todos os pais que
matricularam os filhos tinham a expectativa de que as crianças ficassem
nas unidades durante todo o dia, mas que devido à situação financeira,
isso é inviável. Ontem mesmo muitas mães, revoltadas, começaram a
distribuir mensagens nas redes sociais marcando para segunda-feira, às
8h, no Paço, um protesto contra a medida.
Além dos cerca de 1.300 alunos (ou 949, já que as duas versões da
Prefeitura são conflitantes) que ficarão sem o ensino integral, Marta
disse também que turmas podem ser dispensadas eventualmente caso seja
registrada falta de auxiliar de educação, pois esse profissional não é
substituído. Segundo a Sedu, caso a unidade esteja com o quadro de
auxiliares reduzido, a turma será atendida normalmente até as 13h e
depois disso os responsáveis terão que buscar a criança na escola, mesmo
ela estando matriculada integralmente. A Prefeitura promete resolver o
problema em cerca de quatro meses.
Responsabilidades
Para justificar o problema com auxiliares de educação, a secretária
apontou o alto índice de absenteísmo (ausência ao trabalho) na rede
municipal de ensino. Segundo dados divulgados pela Sedu, de 10 de
janeiro de 2016 até ontem foram 11.017 atestados apresentados à pasta.
Desse total, 1.209 são de auxiliares de educação. "Na média, cada
auxiliar faltou 15 dias", afirmou o secretário de Comunicação e Eventos,
Eloy de Oliveira. A redução da jornada de trabalho dos professores de 8
horas para 6 horas, em vigor desde 2014, segundo Moreno, também foi um
fator determinante para que se chegasse à atual situação. A alteração
implicou em novas contratações de profissionais para atender aos alunos e
isso, consequentemente, aumentou a folha de pagamento.
Gestão anterior
A secretária de Educação afirmou durante a coletiva de imprensa que "a
falta de planejamento da gestão anterior, que não contratou no tempo
devido os auxiliares de educação necessários para o funcionamento das
unidades em período integral", também deve ser levado em conta. Segundo
Moreno, a Prefeitura prolongou também o prazo dos concursos públicos
para auxiliares de educação e está tomando providências para a
convocação desses profissionais, porém, não há data definida para que
isso ocorra.
Para rebater as "acusações" feitas pela gestão de Crespo, João Leandro
(PSDB), que foi secretário de Governo de Pannunzio, afirmou durante
entrevista à Cruzeiro FM 92,3 que em 2016 cerca de 300 auxiliares foram
convocados e que esses profissionais foram distribuídos nas unidades
para sanar qualquer deficiência. "Durante a campanha ele afirmava que
dinheiro e estrutura tinham, mas faltava competência. Agora que está no
poder ele só atribui culpas ao Pannunzio", disse o tucano.
Durante a campanha eleitoral, José Crespo falou mais de uma vez que
garantiria o ensino integral em Sorocaba. "No nosso plano de governo,
também temos o compromisso de implantar o ensino tempo integral em todas
as escolas, dentro dos muros de cada escola. Por sinal, nove horas de
atividades, não apenas a tabuada como é tradicional, mas também
esportes, ciências, artes, música, dentro da escola, para proteger essas
crianças, porque de outra forma, ficariam nas ruas sujeitas a maus
elementos, até o tráfico de drogas." Veja no vídeo abaixo:
Ensino fundamental será atingido
Das 49 escolas de ensino fundamental da rede municipal de Sorocaba,
atualmente apenas 17 possuem ensino integral. Segundo a Sedu, alunos
novos dessas 17 unidades ficarão na escola apenas no período
semi-integral, pois a pasta faz uma reformulação. De acordo com a pasta,
em 2016, 4.145 alunos, do 1º ao 5º ano, estavam matriculados em tempo
integral. Neste ano, por conta de dificuldades financeiras, 1.249
crianças permaneceram o dia todo na escola, o que representa uma redução
de 60%. Segundo Marta Cassar, secretária de Educação, Sorocaba tem até o
ano de 2.025 para implantar o ensino integral em todas as unidades de
educação e disse que os alunos não serão prejudicados.
Esse tema passaria despercebido durante a coletiva de imprensa realizada
na manhã de ontem no salão de vidro do Paço, porém, um grupo de pais se
reuniu e participou da reunião. Ao abrir a rodada de perguntas para a
imprensa, Maria do Carmo de Moraes, 40, mãe de um aluno do 2º ano do
fundamental na escola Julica Bierrenbach, no bairro Árvore Grande, disse
que o filho foi matriculado para estudar em período integral, mas ao
retornar às aulas a diretora da escola informou que isso estaria
suspenso por falta de verba. Ela questionou a secretária de Educação e
foi informada que isso tratava-se de outro problema, que seria debatido
em uma reunião fechada com os pais.
Eloy Oliveira, secretário de Comunicação e Eventos, disse à Maria do
Carmo que o tema sobre as escolas de ensino fundamental não seria
comentado na coletiva de imprensa e que a mulher deveria aguardar a
reunião. Questionados sobre o problema apontado pela mãe, a Sedu
informou que nas 17 escolas que já tinham ensino integral, os pais
fizeram matrículas com a expectativa de que todos os alunos fossem
atendidos dessa forma, mas por falta também de auxiliares e da
necessidade de revisão das atividades desenvolvidas no turno da tarde,
os novos alunos, por hora, estudarão apenas meio período. "Vamos
resolver isso o quanto antes", disse o secretário.
Em contato com a Sedu, a pasta informou que neste ano cerca de 5.500
alunos entraram no ensino fundamental, porém não soube dizer quantos
desses foram matriculados para o período integral e ficaram
desassistidos. No ano passado, divulgou, seis escolas -- Professor Amin
Cassar, Maria de Lourdes Ayres de Moraes, Maria de Lourdes Martins
Martinez, Norma Justa Dall"Ara, Hélio Rosa Baldy e o Walter Carretero --
tinham ensino em período integral para alunos do 1º ano. As outras
unidades beneficiavam estudantes dos outros anos.
Indignação
Maria do Carmo contou que foi até a coletiva de imprensa para tentar
obter uma justificativa para a suspensão do ensino integral. Segundo
ela, no ano passado, quando o filho entrou no ensino fundamental, foi
informado que a partir do 2º ano haveria opção de período integral, mas
isso foi suspenso. José Ailton Calixto, 39, e Fabiana Aparecida
Rodrigues, 35, também estiveram no salão de vidro para cobrar
explicações. Os dois têm filhos na 1ª série do fundamental na escola
Hélio Rosa Baldy, no bairro São Guilherme e matricularam as crianças
para o período integral. "Eu trabalho, me programei com os horários da
minha filha e agora eles avisam assim, de última hora. É um desrespeito e
causa muita indignação", disse Fabiana, que trabalha como operadora de
caixa. Fabiana estava ontem na posse de um abaixo-assinado com mais de
200 assinaturas de pais de crianças que frequentam a escola Hélio Rosa
Baldy e foram prejudicadas com a medida.
Comissionados custarão mais que auxiliares
Conforme informado pelo secretário de Recursos Humanos de Sorocaba,
Rodrigo Moreno, para que todas as 89 creches da cidade funcionem em
período integral, é necessário que 150 auxiliares de educação sejam
contratados. De manhã, ele disse que essa medida deveria custar R$ 4
milhões ao município. Já à tarde, em nota oficial da Prefeitura, o valor
aumentou para R$ 4,4 milhões. Moreno disse que por conta de
dificuldades financeiras ainda não ocorreu o chamamento. Esse valor é
menor do que o custo dos 56 novos cargos comissionados que o prefeito
José Crespo (DEM) pretende criar com o projeto de lei 37/2016. A
estimativa de impacto financeiro dessa medida é R$ 4,7 milhões somente
para 2017.
Antes do início da coletiva de imprensa realizada na manhã de ontem no
salão de vidro no Paço, Eloy de Oliveira, secretário de Comunicação e
Eventos, informou que Moreno não responderia a perguntas sobre outros
temas que não auxiliares de educação. Por essa razão, o secretário não
pôde ser questionado sobre a comparação entre as duas despesas. Segundo o
projeto que deve ser votado na Câmara, além dos 40 cargos de assessor
nível 2 que, caso a lei seja aprovada, terão livre indicação do
prefeito, apenas com necessidade de ensino médio, são criadas outras 16
vagas destinadas a servidores de carreira. (Colaborou César Santana)