domingo, 12 de fevereiro de 2017

Criançada se diverte dom dobraduras e contação de histórias

Jornal Cruzeiro do Sul
Basta ter em mãos papéis coloridos, tesoura e cola para conseguir fazer animais, anjos, fadas e até monstros, tudo com a ajuda da dobradura. O mais legal é que dá para produzir algo muito útil para o dia a dia, principalmente nesse período de volta às aulas, como marcadores de livros. Eles são fáceis de fazer e ainda são personalizados, ou seja, ninguém terá um igual ao seu, pois a ideia saiu da sua cabeça!
 
Foi assim, inventando cores e traços, que nasceu a Cristiane, nome da monstrinha que vai marcar as páginas dos livros da Luana de Fátima Machado, 7 anos. Luana estava entre as crianças que participaram, na terça-feira passada, da Oficina de Dobradura da Biblioteca Infantil Municipal. "Adoro dobradura, já fiz outras vezes, mas aqui é a primeira vez", disse Luana, que estava fazendo três, bem caprichadas, uma para ela, outra para o papai e uma para a mamãe.
 
Sofia Santos de Jesus, 9 anos, participou da oficina juntamente com o seu irmão Rafael, de 4 anos. Ela conta que sempre que pode vai até a biblioteca e aproveita para aprender mais dicas de dobraduras. "Costumo fazer em casa também e ensino meu irmão", diz.
 
A dobradura é uma das atividades que Thiago Chaves Oliveira Costa, 10 anos, mais gosta. Ele conta que sempre está aprendendo a fazer pela internet e, por isso, quando vai até a biblioteca, de terça, aproveita a oportunidade para participar da oficina. "Já fiz morcego, caranguejo, coruja, corvo... Mas a primeira dobradura que vou poder usar é a do monstrinho, porque é um marcador de livros".

E ainda tem contação de história e música 
A arte-educadora Paula Cristina Minatogawa, que ensina a técnica da dobradura para as crianças na Biblioteca Infantil, faz da atividade um momento de diversão. Paula é atenciosa e explica quantas vezes for preciso. Ela incentiva as crianças a misturarem cores e formatos, a buscarem ideias, se inspirarem.



Para Paula, que há dois anos realiza as oficinas no local, o que mais chama a sua atenção é a criatividade das crianças. "Elas sempre vão além", diz. "Devido à informatização, muitas ficam no computador e internet e estão praticando cada vez menos as atividades que estimulam a coordenação motora, inclusive nas escolas, são poucos os que têm contato com dobradura", acrescenta. Por isso, afirma, algumas apresentam um pouco de dificuldade para fazer a sequência de dobras, mas os que sempre fazem vão progredindo.
E enquanto estão entretidas com cola e tesoura, dando formato à imaginação, tem vezes que são surpreendidas por Beto Costa com seu violão e o convite para cantar. A música dá sentido aos trabalhos que estão sendo produzidos e as crianças logo aprendem a letra. O coro é geral. Pena que Beto é voluntário e não está por ali sempre. Por fim, sempre antes de encerrar, vem a história do livro. Na terça passada foi a vez de Será que estou virando monstro?, de Sonia Junqueira. As crianças, então, voltam para casa com mais uma história, uma nova música e sua arte. Desta vez, claro, já marcando um livro
Oficina é realizada toda terça-feira

A Oficina de Dobradura é realizada pela arte-educadora Paula Cristina Minatogawa na Biblioteca Infantil Municipal (rua da Penha, 673, Centro) toda terça-feira. É aberta para crianças com até 12 anos, basta chegar no horário e participar. As aulas são das 9h às 10h30, e das 14h às 16h. Você pode escolher o horário que for melhor pra você. Na próxima terça, Paula ensinará a fazer dobraduras de nave espacial e de dragão, baseadas na história do livro Os pregadores do rei João, de Luís Camargo. Já no dia 21, as dobraduras serão de máscaras de Carnaval de animais, baseadas na história do livro Carnaval na floresta, de Rose Sordi.

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