Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
Segundo o 1º tenente Vilmar Duarte Maciel, moradores de vários bairros
de Sorocaba têm utilizado a tecnologia a favor da segurança pública. O
meio é o WhatsApp, por meio do qual eles criam grupos que cuidam das
ruas e das casas. Diante de um carro suspeito, as pessoas se comunicam
pela rede social com outros moradores e com o policial que fazem parte
do grupo. Fotos ou vídeos do veículo podem ser postadas no grupo. A
viatura mais próxima é avisada por esse policial ou até mesmo ele vai ao
local com a viatura e aborda as pessoas.
+Sorocaba ficou mais violenta em 2016
"Nós tivemos vários casos de furtos de bolsa, de furtos de objetos de
veículo, sendo solucionados porque pessoas utilizavam o WhatsApp do
vizinhança solidária", descreve Vilmar. "É um projeto que estamos
implementando em Sorocaba e está dando certo."
O Vizinhança Solidária resgata a antiga cultura da amizade entre pessoas
de cidades pequenas. Quando alguém sai de férias e viaja, avisa os
vizinhos, que focam a atenção na casa temporariamente vazia. "Ajuda a
polícia", diz Vilmar. "É um trabalho de ajuda, eles (os vizinhos) não
são policiais, não queremos em nenhum momento que eles atuem. Mas
estamos pedindo para as pessoas nos avisarem."
Participação
O 1º tenente informa que as pessoas estão hoje mais participativas na
comunidade onde moram. Além do projeto Vizinhança Solidária, moradores
ligam no telefone 181 (Disk-denúncia), e afirma que nada impede que usem
o 190 na hora em que o crime acontece para que a viatura mais próxima
se desloque até o local da ocorrência. Na sua visão, a participação
popular "fortalece a segurança pública na nossa cidade". Nesses dois
casos, o informante tem o anonimato preservado.
Ele também convida as pessoas a participarem das reuniões dos Conselhos
Municipais de Segurança, os Consegs, que têm delegado e oficial da
Polícia Militar.
Fazer a sua parte
Vilmar acrescenta que os cidadãos de bem que têm certo conhecimento
cultural aprendem que "segurança pública não se faz só com polícia".
Isso requer, explica, que cada cidadão faça a sua parte, a começar pelo
respeito às leis. "Começar a tomar minhas cautelas: não largar a minha
casa, no ir pagar uma conta, no andar com celular ou sem celular na mão,
carteira cheia de dinheiro ou não, onde estaciono o meu veículo."
Ele contextualiza: "Quando as cidades eram pequenas, era fácil falar que
tudo era a polícia. Hoje nós viramos uma macrorregião, a cidade está
crescendo muito, cada ano cresce mais."
Operações conjuntas
Segundo ele, atualmente, com o trabalho da Polícia Militar em operações
com a Polícia Civil, a Guarda Civil Municipal (GCM), a Urbes e a
fiscalização em Sorocaba, a forma de atuação é conjunta: "Somos exemplo
para outras cidades do Estado e do País. Nosso trabalho conjunto das
instituições em prol do cidadão de Sorocaba é muito grande. A atuação
nossa, conjunta, é muito forte."
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