Folha de S.Paulo
A guerra entre facções criminosas que explodiu no início deste ano em
Estados como Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte e deixou saldo de
ao menos 135 mortes em diferentes cadeias teve a sua primeira faísca
três meses antes, quando 12 presos de um bando rival foram mortos por
criminosos do PCC com brutalidade atroz, no presídio de Monte Cristo, em
Boa Vista (RR).
Esse é considerado o primeiro movimento prático da facção paulista para a execução de um plano: enfrentar diretamente bandos rivais para conquistar o domínio de todos os presídios do país e, assim, formar o que chamam internamente de a "República do PCC".
A eclosão da disputa sangrenta já era esperada por autoridades três anos antes. Sob ameaça de morte, criminosos ligados ao PCC foram proibidos por presos de grupos rivais de realizarem "batismos" de novos integrantes –ritual para a entrada na facção em que um membro apresenta um aspirante ao resto do grupo. O padrinho e o afilhado seriam mortos se fossem descobertos.
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