Larissa Pessoa - larissa.pessoa@jcruzeiro.com.br
Nos quatro primeiros meses de 2017, segundo a Vigilância Epidemiológica,
foram registrados 11 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda
Grave (SRAG) em Sorocaba, todos submetidos a investigação. Do total,
seis foram descartados, dois ainda aguardam resultado e três foram
confirmados. Os resultados positivos, segundo a Secretaria de Saúde
(SES) do município, passaram por testes de tipagem do agente causador,
sendo que dois deram resultado para Influenza A H3N2 e um teve resultado
para Influenza B. Não há registros de casos de Influenza A H1N1 neste
ano e nem de óbitos causados por gripe na cidade.
De acordo com
a SES, o vírus predominante em circulação nesta temporada no Brasil é o
Influenza A H3N2. Este, inclusive, é um dos vírus que fazem parte da
dose de vacina da campanha nacional de imunização da gripe neste ano,
por isso, a importância dos grupos prioritários se protegerem o quanto
antes. Segundo Daniela Malaquias de Paulo, supervisora de imunização da
Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, o público-alvo total da campanha é
estimado em 161.421 pessoas no município. "Queremos atingir a meta de
imunizar 90% dos prioritários."
A Síndrome Gripal (SG) é
caracterizada por sintomas clássicos de gripe, como febre alta de início
súbito, dor de garganta, coriza e tosse. A classificação de SRAG
caracteriza-se por um quadro agravado de SG, costumando necessitar de
assistência hospitalar, com acréscimo de sintomas como cansaço e falta
de ar.
Banco de dados
A Vigilância
Epidemiológica de Sorocaba, segundo a SES, trabalha com dois bancos de
dados sobre os agentes causadores de síndrome respiratória. Um desses
sistemas é acionado quando há a identificação de algum caso suspeito de
SRAG, geralmente em pacientes com quadro agravado, necessitando de
internação.
O outro banco de dados é do sistema Sentinela para
Influenza, que monitora os tipos de vírus circulantes no mundo, do qual
Sorocaba é colaborador. A unidade sentinela (onde são realizados testes
por amostragem) na cidade é a Unidade Pré-hospitalar (UPH) Zona Oeste.
Lá, são coletadas cinco amostras por semana de pacientes com suspeita de
síndrome respiratória e enviadas ao laboratório estadual do Instituto
Adolfo Lutz. Esses materiais, informa a SES, compõem um banco nacional
de dados, que é enviado para Genebra, na Suíça, onde há a compilação
mundial e ranqueamento dos tipos de vírus circulantes na temporada.
Neste sistema, foram coletadas 46 amostras este ano na cidade,
submetidas à pesquisa e das quais 41 deram resultado negativo para
agentes respiratórios de controle para síndrome gripal. Foram positivos,
além dos dois casos de A H3N2 (que é a gripe sazonal atual) e um caso
de Influenza B, um caso de adenovírus (resfriado comum) e um caso de
vírus sincicial respiratório (VRS), que é um pneumovírus responsável por
infeções do trato respiratório inferior principalmente em crianças.
Nenhum comentário:
Postar um comentário