quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sorocaba tem três casos de síndrome respiratória grave

 Larissa Pessoa - larissa.pessoa@jcruzeiro.com.br
Nos quatro primeiros meses de 2017, segundo a Vigilância Epidemiológica, foram registrados 11 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Sorocaba, todos submetidos a investigação. Do total, seis foram descartados, dois ainda aguardam resultado e três foram confirmados. Os resultados positivos, segundo a Secretaria de Saúde (SES) do município, passaram por testes de tipagem do agente causador, sendo que dois deram resultado para Influenza A H3N2 e um teve resultado para Influenza B. Não há registros de casos de Influenza A H1N1 neste ano e nem de óbitos causados por gripe na cidade.

De acordo com a SES, o vírus predominante em circulação nesta temporada no Brasil é o Influenza A H3N2. Este, inclusive, é um dos vírus que fazem parte da dose de vacina da campanha nacional de imunização da gripe neste ano, por isso, a importância dos grupos prioritários se protegerem o quanto antes. Segundo Daniela Malaquias de Paulo, supervisora de imunização da Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, o público-alvo total da campanha é estimado em 161.421 pessoas no município. "Queremos atingir a meta de imunizar 90% dos prioritários."

A Síndrome Gripal (SG) é caracterizada por sintomas clássicos de gripe, como febre alta de início súbito, dor de garganta, coriza e tosse. A classificação de SRAG caracteriza-se por um quadro agravado de SG, costumando necessitar de assistência hospitalar, com acréscimo de sintomas como cansaço e falta de ar.

Banco de dados

A Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, segundo a SES, trabalha com dois bancos de dados sobre os agentes causadores de síndrome respiratória. Um desses sistemas é acionado quando há a identificação de algum caso suspeito de SRAG, geralmente em pacientes com quadro agravado, necessitando de internação.

O outro banco de dados é do sistema Sentinela para Influenza, que monitora os tipos de vírus circulantes no mundo, do qual Sorocaba é colaborador. A unidade sentinela (onde são realizados testes por amostragem) na cidade é a Unidade Pré-hospitalar (UPH) Zona Oeste. Lá, são coletadas cinco amostras por semana de pacientes com suspeita de síndrome respiratória e enviadas ao laboratório estadual do Instituto Adolfo Lutz. Esses materiais, informa a SES, compõem um banco nacional de dados, que é enviado para Genebra, na Suíça, onde há a compilação mundial e ranqueamento dos tipos de vírus circulantes na temporada.

Neste sistema, foram coletadas 46 amostras este ano na cidade, submetidas à pesquisa e das quais 41 deram resultado negativo para agentes respiratórios de controle para síndrome gripal. Foram positivos, além dos dois casos de A H3N2 (que é a gripe sazonal atual) e um caso de Influenza B, um caso de adenovírus (resfriado comum) e um caso de vírus sincicial respiratório (VRS), que é um pneumovírus responsável por infeções do trato respiratório inferior principalmente em crianças.

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