sábado, 1 de abril de 2017

Teste com pílula do câncer é suspenso por falta de eficácia

Folha de S.Paulo
Após oito meses de estudo, o governo do Estado do São Paulo na gestão Geraldo Alckmin (PSDB) resolveu, por falta de "benefício clínico significativo", suspender a inclusão de pacientes na pesquisa que avaliava o efeito da fosfoetanolamina, a "pílula do câncer" em pacientes oncológicos.
A decisão foi anunciada ontem.
De 59 pacientes avaliados até então, apenas um, que tinha melanoma, teve melhora do quadro clínico.
Esse paciente e cerca de outros 20 ainda continuarão recebendo o tratamento, conforme propunha o protocolo de pesquisa.
Todos os pacientes estavam em estágio avançado de câncer e outros tratamentos já tinham falhado.
O objetivo esperado era uma redução das lesões tumorais em ao menos 20% dos pacientes de cada grupo.
Segundo o oncologista Paulo Hoff, líder da pesquisa realizada no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o resultado está muito aquém do desejável e não há justificativa ética para continuar a pesquisa com a pílula.

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