Folha de S.Paulo
Meio-dia, usuários de drogas estão reunidos na cracolândia. com
cachimbos nos lábios ou nas mãos, à procura da droga em uma feira a céu
aberto.
Por ali não passam carros.
Usuários ocupam a rua Helvétia, na região da Luz, vendendo objetos sobre panos no chão, como meias, brinquedos, uma bíblia por R$ 1, uma edição de "O Primo Basílio" por R$ 3.
Com o dinheiro, seguem para a alameda Dino Bueno, na esquina.
Ali, o tráfico é livre e organizado, com tendas uma ao lado da outra e um corredor por onde o consumidor pode passar e manusear os produtos.
Traficantes ficam atrás de mesas onde são exibidas as drogas que vendem: há grandes pedras de crack, quebradas em versões menores para a venda (R$ 10); pequenos sacos plásticos com cocaína (R$ 20), maconha.
Alguns comercializam bolas de haxixe, além de lança-perfume, ao lado de uma balança e um prato com algumas notas de dinheiro e balas de revólver.
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