domingo, 7 de maio de 2017

Carandá vai ter 52 pontos para comércio

Com cerca de 10 mil habitantes, o residencial Carandá tem um potencial comercial que já passou a ser explorado por moradores logo nos primeiros dias de ocupação. Pontos de venda de doces, frutas, verduras e outros produtos podem ser vistos no local. De acordo como Setor de Fiscalização de Ambulantes da Secretaria da Fazenda, um levantamento foi realizado e serão disponibilizados 52 pontos para a comercialização. Esses ambulantes deverão atender as condições previstas na legislação municipal. Alguns, no entanto, estão confusos com as normas apresentadas pela Prefeitura de Sorocaba nos últimos dias.
 
O vendedor de doces, Márcio Ferreira Alves Leme, conta que investiu R$ 2 mil para comprar a banca em que vende seus produtos em um ponto de ônibus. Agora, durante o processo de entrega de documentos no setor de fiscalização, teria sido informado de que precisará adquirir um trailer. "Estão colando obstáculos", reclamou. A exigência não teria sido apresentada antes.
 
Segundo a Prefeitura de Sorocaba, os ambulantes poderão sim instalar barracas, porém tipo as das feiras livres (desmontáveis). O Paço diz que o reclamante adquiriu uma banca metálica, a qual a legislação proíbe em qualquer ponto do município, a não ser em áreas particulares, e desde que atendam as exigências da legislação vigente.
 
A Prefeitura classifica os comerciantes como "ambulantes que exploram o comércio eventual" e afirma que será dada preferência aos moradores do Residencial Carandá para a emissão de licença. De acordo com a administração municipal, as principais determinações para a prática serão a proibição do comércio de bebidas alcoólicas e a determinação para que o permissionário retire o seu equipamento ao final de cada jornada de trabalho. As regras estariam prevista no artigo 5º da lei Lei nº 10.985/14 e será regulamentada pela nova redação que está em fase final de estudos no Decreto nº 22.446/16. Os comerciantes selecionados deverão pagar uma taxa que será cobrada anualmente, mas o valor ainda está indefinido, devido a essa alteração que acontecerá na lei.
 
Outra questão seria a feira livre do Residencial Carandá, realizada aos sábados. Inicialmente, os comerciantes seriam moradores do local, mas por não possuírem estrutura, a Prefeitura teria optado por chamar feirantes de fora, segundo os moradores. Sobre o assunto, a Prefeitura informa que a feira é formada por 30 bancas de feirantes que -- segundo o Paço -- "estão satisfeitos com os resultados das vendas". Acrescentando ainda que " a feira do Carandá foi uma nova oportunidade de renda para pessoas que estavam desempregadas e passaram por treinamento, se regularizaram conforme legislação".

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