Folha de S.Paulo
Quando decidiu enfrentar a crise e não renunciar à Presidência da
República, Michel Temer (PMDB) deixou em segundo plano um pretenso
legado reformista e reduziu o governo à estratégia básica de
sobrevivência no cargo. Ontem, viu o PSB abandonar a sua base de apoio.
Na quinta-feira, ao dizer que não deixaria o gabinete presidencial, Temer deu a senha de que confrontaria o processo, apesar dos custos políticos que isso traria à sua imagem e à de seu governo.
Com o Planalto ancorado no apoio do Congresso, o presidente percebeu que as acusações reveladas na delação da JBS devem corroer sua ampla maioria legislativa. Os 308 votos necessários na Câmara para aprovar a reforma da Previdência passaram a ser um objetivo distante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário