Folha de S.Paulo
A gestão João Doria (PSDB) decidiu reduzir o número de professores que
têm o papel de substituir os titulares das salas de aulas e também atuar
em outras funções pedagógicas nas escolas.
Eles vão tapar buracos em unidades onde faltam titulares, principalmente nos bairros da periferia da capital.
A prefeitura diz que não haverá demissões.
Espécie de coringas, os professores substitutos são fixos nas escolas e já atuam com alta demanda no dia a dia, em uma rede de ensino com salas superlotadas sobretudo na pré-escola e um alto índice de profissionais faltosos ou licenciados.
O corte dos substitutos foi definido em portaria no último sábado e provocou críticas entre sindicatos e professores, que alegam falta de diálogo com a prefeitura.
Um exemplo: uma escola de educação infantil com dez turmas deveria ter três professores substitutos de acordo com a regra anterior.
Com a nova norma da gestão tucana, serão apenas dois.
Resposta
O secretário municipal da Educação, Alexandre Schneider, diz que o objetivo da mudança é "dar equilíbrio à rede" e "ter professores nas áreas centrais e na periferia".
Ele afirma ainda que a alteração afeta "funções, e não pessoas", porque o atual modo de distribuição de professores "existe há dez anos e nunca foi ocupado integralmente".
Segundo ele, não haverá alunos sem aula por falta de substituto.
O secretário afirma que a atual gestão tem ampliado o número de docentes.
"Nós colocamos 9.000 professores a mais."
Nenhum comentário:
Postar um comentário