José Antonio Rosa - joseantonio.rosa@jcruzeiro.com.br
A Santa Casa deverá ser transformada em um hospital escola, num acordo
com a Universidade de Sorocaba (Uniso) que irá, na etapa seguinte,
requerer ao Ministério da Educação a abertura de um segundo curso de
medicina no município, informou nesta terça (19) o reitor da
instituição, Fernando de Sá Del Fiol durante coletiva de imprensa. A
reunião foi no auditório da Santa Casa.
Alunos dos oito cursos da área de saúde hoje oferecidos pela instituição
(enfermagem; farmácia; odontologia; nutrição; fisioterapia;
biomedicina; terapia ocupacional e ciência biológicas) serão
aproveitados a partir de janeiro de 2018 como estagiários em seus
respectivos setores na Santa Casa.
Del Fiol, que conversou com a imprensa acompanhado do arcebispo
metropolitano de Sorocaba, dom Julio Endi Akamine, e o presidente do
Conselho de Administração da Irmandade da Santa Casa de Sorocaba, padre
Flávio Jorge Miguel Júnior, disse que a ação deverá contar, num primeiro
momento, com cerca de 60 alunos dos cursos hoje disponibilizados pela
Uniso.
Esse contingente deverá reforçar os quadros do hospital e apoiar o
atendimento aos usuários que, segundo dito durante o contato com os
jornalistas, ganhará em agilidade e melhoria. As regras para cumprimento
do estágio determinam que os estudantes sejam monitorados por
professores habilitados para prestar assistência.
O projeto não deverá implicará custo para as partes, embora o arcebispo
dom Julio tenha declarado em sua intervenção que a situação do hospital,
em razão das gestões anteriores, não seja das melhores. Ainda sobre as
finanças da instituição, o presidente do Conselho de Administração,
padre Flávio Jorge Miguel Junior, informou que na próxima semana serão
divulgados números que dimensionam o déficit da Santa Casa.
Faculdade
Em relação à nova Faculdade, Del Fiol informou que se reunirá em
Brasília com o ministro Mendonça Filho a quem apresentará estudos que
comprovam a viabilidade e a necessidade da instalação de mais uma escola
para formação de médicos. A região de Sorocaba, disse, é a segunda no
Estado de São Paulo com a menor proporção entre vagas em cursos de
medicina por habitantes.
Além disso, tem uma demanda das maiores. Esses são dois dos critérios
considerados para a aprovação e criação de novos cursos. Conforme Del
Fiol, a partir do levantamento, o MEC abrirá edital ao qual podem se
inscrever organizações que queiram implantar a faculdade.
A Uniso, dada à sua estrutura e a fatores como já estar funcionando na
cidade, teria mais chances de encampar o projeto. O trâmite do processo,
entretanto, leva tempo e até por isso o reitor não soube estabelecer um
prazo para que a ideia se concretize. Se os estudos forem aprovados,
ele avalia que em um ano o Ministério possa dar início ao chamamento. As
etapas seguintes compreendem elaboração de mais projetos e cumprimento
de normas para o funcionamento do curso. A faculdade também deverá abrir
o programa de residência médica no hospital. Todas as iniciativas são
de médio e longo prazo.
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