quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Crítica: "Animais Fantásticos" dá pontapé para mais uma saga

Fonte: Terra 

 Para o alívio dos fãs de " Harry Potter ", o grande dia chegou! "Animais 

Fantásticos e Onde Habitam ", primeiro spin-off da franquia criada por J.K. Rowling , finalmente estreia nas telonas brasileiras, nesta quinta-feira (17), e conta com todos os ingredientes necessários para garantir a alegria dos apaixonados pelo mundo mágico da saga.
Porém, apesar de as comparações serem inevitáveis, o Purebreakrecomenda que você tente ao máximo separar as coisas ao assistir ao longa-metragem. Até porque, graças a uma inteligente escolha dos criadores do filme, a época e o local em que a trama se passa trazem uma maior liberdade a esse desenrolar dos acontecimentos.
A história - cheia de reviravoltas inesperadas, diga-se de passagem - ocorre em Nova Iorque, na década de 1920, e consegue acompanhar simultaneamente dois plots distintos, que, como de costume, acabam se encontrando no final. Enquanto o Congresso de Magia dos Estados Unidos da América, também conhecido como MACUSA, se preocupa com a exposição provocada pelas maldades do temido Grindelwald (Johnny Depp), o magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) desembarca na cidade a fim de devolver uma de suas criaturas ao seu lugar de origem.
Embora o vencedor do Oscar tenha pesado um pouco a mão nas caras e bocas para o personagem, a figura se mostra coerente ao longo do filme e apresenta de maneira competente suas nuances ao público. Ao seu lado, Porpentina Goldstein (Katherine Waterston) e Jacob Kowalski(Dan Fogler) completam a fórmula de sucesso formada por um tímido e gentil rapaz, um amigo ingênuo e carismático e uma jovem inteligente e confiante. Esse trio provavelmente te lembra alguma coisa, não é mesmo?
Com direção de David Yates, mesmo responsável pelos quatro últimos episódios da franquia original, o spin-off investe em uma maior variedade de cor e iluminação do que os fãs da saga "Harry Potter" estão acostumados. A fotografia é bem-sucedida em unir cenas encantadoras, embaladas por uma trilha sonora que guia as sensações do público exatamente para onde deveriam estar, e sequências assustadoras, nas quais abusos infantis e uma sombria fumaça negra tomam o lugar. Ponto para o cineasta!

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