sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Postagem 'infeliz' de promotor na web cria polêmica

FONTE: JORNAL CRUZEIRO DO SUL

O promotor de Justiça Jorge Alberto de Oliveira Marum chamou de "vagabundo" um jovem morto pelo próprio pai em Goiânia. Após ser alvo de críticas, o promotor apagou o comentário publicado na quarta-feira (16) no Facebook. Em seguida, o representante do Ministério Público em Sorocaba postou um pedido de desculpas na mesma mídia social e classificou o próprio texto como "infeliz e inapropriado". 

O desabafo de Marum foi motivado após um idoso de 60 anos matar a tiros o filho, de 20, e depois cometer suicídio. O crime ocorreu terça-feira (15), em Goiás. Segundo a Polícia, o pai não aceitava o envolvimento do jovem em movimentos sociais. Marum compartilhou a notícia publicada no site Globo.com e escreveu: "Não precisava tanto. Era só cortar a mesada do vagabundo e chorar no banho." 
A postagem de Marum logo virou notícia na imprensa nacional. Grandes portais como Estadão, G1, Globo e Band publicaram em seus respectivos sites a declaração do promotor público. 

Mais tarde, Marum decidiu apagar a postagem e publicou um novo texto na mesma mídia social. "Amigas e amigos, embora eu seja totalmente contrário à invasão de escolas como meio de protesto, reconheço que o comentário que fiz hoje [16] de manhã sobre a morte do jovem foi infeliz e inapropriado. Retirei o post e peço desculpas a quem ficou sinceramente ofendido. Disse isso a um jornalista sério do Estadão que me telefonou e espero que seja publicado. Obrigado pelas mensagens de solidariedade." 

Marum foi procurado pelo Cruzeiro do Sul nesta quinta-feira (17) para comentar o assunto. A reportagem telefonou para o promotor às 16h40, 17h02, 17h22 e 

18h07, mas ele não atendeu às ligações. O site do Estadão publicou a seguinte declaração de Marum: "Foi um comentário infeliz, feito de improviso, no calor da leitura. Não quis ofender ninguém, apenas expressar que sou contra as invasões de escolas", afirmou Marum. "A educação é um serviço público essencial, assim como a saúde. Existem outras formas de se expressar sem impedir as aulas."
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