Eu morava em uma pequena casa com cinco cômodos, em Sorocaba, na rua Benedito Ferreira Telles; uma rua de terra, simples e tranquila onde todos se conheciam.
Minha casa? Um chão batido, com areia e pedras diferentes, que eu corria até perder perder o fôlego em brincadeiras que duravam o dia todo. No fundo, um tanque de lavar roupas velho, mas feito com muito suor, onde vovó cantava músicas de sua época de menina, enquanto trabalhava. Ao lado das janelas da sala, meu balanço de madeira envelhecida, onde eu ficava por horas balançando, descalça e descabelada. Sorria vendo borboletas e procurando insetos diferentes.. Às vezes, voltava meus olhos para o céu e observava as nuvens e começava a procurar meu amigo, o elefante Quim. Era grande e cor-de-rosa e juntos brincávamos de esconde-esconde, era muito divertido! Ele sumia ao pôr do sol, quando as nuvens se dissipavam...
Outras vezes pegava xícaras e mais xícaras de minha avó. Eram todas pequeninas e muito coloridas e quando unidas formavam um pequeno carrossel a girar alegremente em minha imaginação.
À tarde, tomava chá e comia bolo de fubá, ora na companhia de vovó, ora na companhia das minhas bonecas. Cada dia era uma nova aventura real ou imaginária.
Hoje minhas brincadeiras não são mais as mesmas. São poucas e com menos magia. Não sei se foi culpa da tecnologia, mas aquela rua não é mais a mesma. Crianças jogando futebol por lá? Nem pensar! O celular surgiu e a infância sumiu.
Texto da aluna Gabrielle C. do Carmo, 7º ano A, Escola Altamir Gonçalves, Sorocaba-Sp
Produzido para a Olimpíada de Língua Portuguesa - 2016
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