quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

5 histórias mostram que nem a guerra consegue parar o futebol na Síria

Do UOL, em São Paulo

14/01/2017


Apesar da guerra civil que já matou quase meio milhão ao longo de seis anos, a população que permaneceu na Síria tenta seguir uma vida normal, na medida do possível. O maior exemplo disso é o Campeonato Sírio, que não foi interrompido durante o conflito. O futebol chegava a reunir 50 mil pessoas nos estádios. Hoje, reúne os sírios em torno do desejo pela paz, mas também serve como propaganda governista. Até as regiões mais atingidas continuam agarradas ao esporte mais popular do país, como mostram as 5 histórias a seguir.
    

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A força da seleção síria

O time nacional não joga em casa desde 2011. Desde que a guerra começou, tem mandado as partidas no país vizinho, Omã. Os jogadores estão impedidos pelo governo de deixar o país para atuar em outras ligas. Mesmo assim, a seleção da Síria se supera. Classificou-se para a fase final das Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo da Rússia vencendo todos os seus oponentes, exceto o Japão. E continua dando trabalho. Para pegar ao menos uma repescagem, a Síria precisa ficar entre os três primeiros de seu grupo na fase final. Está em quarto, quatro pontos atrás do Uzbequistão, próximo adversário. A última vitória foi contra a China, fora de casa, por 1 a 0. Sim, a China, que tem "passado o rodo" no mercado da bola mundial. Derrotada em campo pela seleção de um país em ruínas, mas com uma paixão inatingível pelo futebol. Depois disso, chineses foram às ruas pedir a saída do presidente da federação. E a Síria manteve vivo o sonho de ir à Copa, apesar de não ter conseguido contratar José Mourinho, como quis a federação. 

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