quarta-feira, 15 de março de 2017

Comer fora fica 5% mais caro na cidade

Comer fora de casa em Sorocaba ficou praticamente 5% mais caro no período de um ano, segundo pesquisa divulgada este mês pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação (Assert). O custo médio da refeição completa fora de casa, na cidade, passou de R$ 28,44 em 2015 para R$ 29,84 em 2016, o que representa um aumento de 4,9%. A refeição completa é composta do prato principal, bebida, sobremesa e café.
 
Segundo a Assert, apesar do aumento, o preço médio da refeição em Sorocaba subiu menos em 2016 em relação ao ano anterior (2015) entre os 10 municípios mais caros do Estado para comer fora. Enquanto no ano passado Sorocaba ficou na 8ª posição no ranking, em 2015 a cidade tinha a 5ª refeição mais cara do Estado.
 
O valor médio da refeição completa fora de casa em Sorocaba também foi mais baixo em 2016 do que na região Sudeste (R$ 33,25) e no País (R$ 32,94).
 
A pesquisa realizada pela Assert consultou o preço médio pago pela trabalhador no almoço, de segunda a sexta-feira, em estabelecimentos que aceitam vale refeição, nos sistemas comercial (prato feito), self-service (por quilo), executivo e à la carte, em 51 cidades brasileiras, incluindo 23 capitais, entre os dias 11 e 28 de novembro do ano passado. Segundo a Assert, no total foram realizadas 4.574 entrevistas com donos de restaurantes, lanchonetes e padarias sobre refeições em prato e servidas em mesas.


Prato executivo aumenta 12,8% e o PF, 0,58%
 
No ano passado, segundo o estudo, a refeição mais cara em Sorocaba foi a servida à la carte, com custo médio de R$ 50,12, contra R$ 48,46 em 2015 -- aumento de 3,42%. Porém, o prato executivo foi o que mais subiu na cidade no ano passado, 12,8%, com custo médio de R$ 42,30 em 2016, contra R$ 37,50 em 2015, sendo o segundo mais caro na cidade. Já o preço do quilo, no sistema self-service, foi o terceiro mais caro, com custo médio de R$ 30,70 no ano passado, contra R$ 28,44 em 2015, aumento de 7,94%. O prato comercial, o popular prato feito (PF), passou de R$ 25,74 em 2016 para R$ 25,50 em 2015, elevação de 0,58%, e o que teve o menor aumento em um ano. 
 
Refeição em Sorocaba é a 8ª mais cara
 
Na comparação entre as 10 cidades do Estado com o preço médio da refeição completa mais cara em 2016, Sorocaba ficou na 8ª posição, com o valor de R$ 29,84. É R$ 6,16 maisbarata do que em Campinas, que ocupa a 1ª posição, seguida de Santos (R$ 35,16), Santo André (R$ 35,01), São Paulo (R$ 33,82%) e São Caetano do Sul (R$ 31,57), que ocupam as cinco primeiras posições.
 
Segundo o levantamento, as demais cidades com o preço médio da refeição completa mais cara do Estado no ano passado são: Jundiaí (R$ 31,57), Ribeirão Preto (R$ 31,49), Sorocaba (R$ 29,84), Osasco (R$ 29,67) e São Bernardo do Campo (R$ 29,26), respectivamente da 6ª a 10ª posição no ranking.
 
Peixes elevaram preço nos restaurantes
 
O sócio-proprietário do restaurante PorQuillo, José Figueiró Miguel, considera que o aumento de até 40% nos peixes e frutos do mar contribuiu para a elevação no preço do self-service por quilo. "Diariamente oferecemos alguns tipos de peixes e em alguns dias frutos do mar como camarão. Mas o salmão, principalmente, subiu bastante no ano passado. Então, em janeiro deste ano subimos cerca de 4,5% o preço do self-service por quilo", diz Miguel.
 
Segundo ele, cerca de 30% dos clientes frequentam o restaurante durante a semana e também aos finais de semana. "Além disso, cerca de 10% dos clientes são aposentados que geralmente não gostam de cozinhar em casa". Miguel conta ainda que de segunda a sexta muitas pessoas que trabalham nas proximidades e pais que vão buscar os filhos na escola almoçam no restaurante.
 
É o caso da empresária Vivian Cabanhas que disse que almoça fora praticamente todos os dias. "Por falta de tempo, por causa da correria do dia a dia e também porque não gosto muito de cozinhar. Então, prefiro comer fora", afirma. Vivian disse que notou um pequeno aumento no preço da refeição fora de casa e acredita que os restaurantes realmente repassaram o aumento no preço dos alimentos. "Nos supermercados muitos alimentos também subiram, o que naturalmente contribuiu para o aumento no valor da refeição fora de casa."
 
Segundo ela, em média, o gasto diário para almoçar fora é de R$ 22. Somando esse valor por 30 dias, período de um mês, o total gastos é de R$ 660. Vivian disse que ficou surpresa com o valor que ela gasta em média por mês para almoçar. "Nunca tinha feito essa conta e achei um pouco alto, mas a comodidade em almoçar fora compensa."

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