Uma variante de um gene comum foi encontrada em cerca de um terço da
população, o que pode explicar porque os cérebros de algumas pessoas
envelhecem mais rápido que outros, disseram na quarta-feira (15)
pesquisadores americanos. Este gene, conhecido como TMEM106B, acelera em
até 12 anos o envelhecimento normal do cérebro nas pessoas idosas, de
acordo com o relatório publicado na revista Cell Systems.
O
gene geralmente começa a afetar pessoas com cerca de 65 anos,
particularmente no córtex frontal, responsável por processos mentais
importantes como a concentração, o planejamento, o julgamento e a
criatividade. "Se você olhar para um grupo de idosos, alguns parecerão
mais velhos do que seus colegas e alguns parecerão mais jovens", disse o
coautor Asa Abeliovich, professor de patologia e neurologia no
Instituto Taub para a Doença de Alzheimer e o Envelhecimento Cerebral no
Centro Médico da Universidade de Columbia. "As pessoas que têm duas
cópias 'ruins' deste gene têm um córtex frontal que, por diversos
indicadores biológicos, parece ser 12 anos mais velho do que o daqueles
que têm duas cópias normais", acrescenta.
Os pesquisadores
encontraram o gene ao analisar dados genéticos obtidos a partir de
autópsias de amostras de cérebro humano retiradas de 1.904 pessoas sem
qualquer doença aparente. Até 65 anos de idade, "todos estão no mesmo
barco, e então há algum estresse ainda não identificado que entra em
ação", disse Abeliovich. "Se você tem duas cópias boas do gene, você
responde bem a esse estresse. Se você tem duas cópias ruins, seu cérebro
envelhece rapidamente", afirmou. Anteriormente foram encontrados outros
genes individuais que aumentam o risco de doenças neurodegenerativas,
tais como a apolipoproteína E (apoE) para a doença de Alzheimer. (AFP)
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