A Secretaria do Estado da Saúde confirmou a morte de um homem por febre
amarela silvestre autóctone (transmissão local) em Araraquara (a 273 km
de SP). Essa é a oitava morte no Estado este ano, e a terceira por
transmissão local - as outras duas mortes autóctones foram em Américo
Brasilense e Batatais.
As demais mortes foram contraídas em
Minas Gerais, sendo três casos na capital paulista, um em Santana do
Parnaíba e outro em Paulínia. A informação foi dada nesta quinta (16)
pelo secretário David Uip. A secretaria alerta que a vacina contra a
febre amarela é indicada apenas aos moradores de áreas de risco
definidas pelo Ministério da Saúde e para aqueles que vão viajar a esses
locais.
Segundo a pasta, a imunização não está indicada para
gestantes, mulheres amamentando crianças com até seis meses e
imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico,
radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus,
por exemplo). De acordo com o ministério, não há registro até o momento
de transmissão urbana da doença, o que ocorreria por meio de outro
vetor, o mosquito Aedes aegypti. A febre amarela urbana não é registrada
no Brasil desde 1942.
O risco de um retorno da febre amarela
urbana, no entanto, não pode ser descartado, aponta a OMS (Organização
Mundial de Saúde). Em boletim divulgado no início de fevereiro, a
organização alerta para o risco de que a doença se espalhe para outros
países da América do Sul. Segundo a organização, a ocorrência de mortes
de macacos em Roraima, Mato Grosso do Sul e Paraná, Estados que fazem
fronteira com Venezuela, Argentina e Paraguai, "representa um risco de
circulação do vírus" para estes locais. (Folhapress)
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